Jornalista russa afirma que Kremlin controla boa parte da imprensa em seu país
Jornalista russa afirma que Kremlin controla boa parte da imprensa em seu país
Em matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo, 27/02, a jornalista russa Yevgenia Albats afirma que desde 2000, quando o presidente Vladimir Putin foi eleito pela primeira vez, o Kremlin começou uma campanha para controlar os meios de comunicação.
Segundo a Folha , em artigo publicado pelo Centro por Integridade Pública, de Washington, Albats afirma que, logo após a eleição de Putin, "o então proprietário do conglomerado Media-Most, Vladimir Gusinski, que se opunha a Putin e apoiara seus rivais na eleição presidencial, se encontrou na cadeia". Segundo a jornalista, entrevistada por Márcio Senne de Moraes por e-mail, três dias depois de ser preso Gusinsky teria entregue o controle de sua empresa ao monopólio estatal Gazprom "em troca de sua liberdade". Além do Media-Most, a partir de 2001 o Kremlin passou a controlar outra grande rede de TV russa, dessa vez uma emissora pública, a ORT.
Em seu artigo publicado nos EUA, Yevgenia Albats ainda afirma que os maiores jornais e editoras da Rússia foram classificados de "publicações de importância estratégica para o Estado e, portanto, não poderão ser postos à venda sem aprovação do Kremlin". E Albats diz mais. Segundo ela, o Kremlin controla hoje as cinco emissoras de TV de alcance nacional e 90% de toda a imprensa do país.
Em defesa de Putin, o parlamentar aliado Serguei Mironov (terceiro homem na hierarquia russa) diz que a mídia oposicionista existe e eles não podem fechar esses veículos porque a Constituição daquele país estabelece a liberdade de imprensa. De acordo com declarações de Mironov feitas à Folha em abril de 2004, se realmente existisse um esforço por parte das autoridades contra a liberdade de imprensa, ele "seria o primeiro a denunciá-lo".






