Jornalista revela que pegou provas de acidente aéreo e divulga investigação sobre o caso

O jornalista holandês Jeroen Akkermans, da RTL News, publicou nesta sexta-feira (17/04) uma investigação sobre o local da queda do voo da Ma

Atualizado em 17/04/2015 às 15:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista holandês Jeroen Akkermans, da RTL News, publicou nesta sexta-feira (17/04) uma investigação sobre o local da queda do voo da MH17, que explodiu e caiu no leste da Ucrânia em julho de 2014, e que ficou conhecido como "a maior cena de crime do mundo".

Crédito:Reprodução/Twitter Jeroen Akkermans fez investigação paralela sobre avião derrubado por míssil na Ucrânia
Segundo a BBC News, o jornalista desconfiou das investigações – que, após três meses ainda não tinham começado – e optou por adentrar ao local e investigar o que realmente havia acontecido. Para isso, levou alguns fragmentos que, para ele, não pertenciam ao avião.

"Não tinha nenhum tipo de organização, investigadores, nem supervisão policial, somente homens com armas de fogo. Levei cerca de 20 peças pequenas e suspeitas. Minha principal suspeita foi um fragmento que parecia um resto de munição: oxidado, de metal pesado e com bordas afiadas", disse.

Em setembro de 2014, um informe preliminar indicou que o avião havia caído por conta de um grande número de objetos que o atravessaram em grande velocidade. Tempos depois, de acordo com analistas forenses, ao menos três fragmentos foram vinculados a possíveis mísseis.

O jornalista vem recebendo muitas críticas, principalmente da mídia holandesa, que tem o chamado de "ladrão". Para Akkermans, o trabalho jornalístico foi o mais importante, principalmente para trazer justiça à vida dos 196 holandeses que morreram na explosão.

"Vejo como uma obrigação jornalística. A busca da verdade é o meu trabalho. Nada nos impediu de entrar e gravar o que se denominou ‘a maior cena de crime do mundo’. Haviam restos por todas as partes. Era uma cena de guerra. De morte. O inferno", finalizou.