Jornalista retrata em TCC situação dos "brasiguaios" no Paraguai dos anos 1950

Jornalista formado desde 1991, Marcelo Dorneles Coelho concluiu o curso da UFRGS com uma análise teórico-jornalística do livro do repórter C

Atualizado em 17/08/2017 às 17:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Cr?dito:Acervo Pessoal arlos Wagner sobre os "brasiguaios", os brasileiros que sofreram "sem pátria" no Paraguai durante a ditadura instaurada nos anos 1950 naquele país.


Coelho explica o que o motivou a fazer esse TCC. “A base foi a tese de Adelmo Genro Filho, a qual apontou ser o jornalismo uma forma de conhecimento que se cristaliza no singular. Meu objetivo foi mostrar que a reportagem é a busca desta singularidade em um acontecimento, e que ela será tanto melhor à medida que o jornalista mostrar também as particularidades (contextualização), bem como aprofundar as questões universais suscitadas pelo fato investigado, o que envolve valores”, explicou o jornalista da Fundação Piratini.


Duas décadas depois, ele comenta os ensinamentos e os obstáculos que encontrou: “Os principais desafios foram estudar a bibliografia, que incluiu obras filosóficas, e consolidar um método coerente para chegar às conclusões. É normal pensar que poderia ter feito melhor, mas quando jovem, um dos direitos sagrados do indivíduo consiste em cometer erros. O aprendizado acima de tudo foi sobre como trilhar o caminho para a essência de um objeto estudado. Hoje, vejo que o jornalismo não é uma forma de conhecimento que dá conta da totalidade de um fenômeno. Porém, a ideia de Adelmo tem um inestimável valor porque representou um avanço difícil de superar na esfera teórica”.


Coelho comemora o crescimento profissional adquirido graças do trabalho. “Pessoalmente, foi um desafio que melhorou muito minha disciplina para ler (que não era pequena, visto que adquiri muito cedo, por força de algumas circunstâncias, esta capacidade, antes mesmo de entrar na rede formal de ensino) e me deixou com a sensação de ter escrito uma pequena obra, com dezenas de páginas, trazendo pra mim próprio a comprovação de que, essencialmente, fui um estudante aplicado que aproveitou bem o que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul ofereceu. Tenho profunda gratidão e afeto pela professora Rosa Nívea, minha orientadora no trabalho”, afirmou.


O jornalista ensina o caminho para o estudantes de hoje em dia. “Escolhido um assunto acerca do qual realmente a pessoa tenha interesse, as dicas são: mergulhe profundamente no objeto de estudo, leia com toda a dedicação as obras necessárias e leve em conta de maneira extrema (90 a 95%) a orientação do professor ou da professora. Estão permanentemente na minha cabeça os conceitos com os quais lidei na monografia”, relatou.


*Você quer prestar uma homenagem ao seu Orientador de TCC? Indique ele para concorrer ao Professor IMPRENSA , projeto que reconhece os professores de Comunicação mais inspiradores do Brasil. Acesse


Saiba mais: