Jornalista que denunciou ameaça de morte é assassinada no México
A jornalista María Elena Ferral foi baleada oito vezes enquanto deixava o cartório no centro de Papantla, cidade atormentada pelo crime organizado, no estado de Veracruz.
Atualizado em 01/04/2020 às 09:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Socorrida para um hospital próximo, María Elena morreu horas depois.
Crédito:Reprodução/Facebook A jornalista era correspondente do Diario de Xalapa e diretora do site de notícias Quinto Poder, onde investigava questões delicadas como crime, corrupção e polícia.
Em 2016, María Elena registrou queixa contra ameaças de morte feitas por um político local. Ela buscou proteção no Mecanismo de Proteção de Veracruz (CEAPP), que lhe concedeu escolta, até que, em 2017, o secretário de Segurança do governo de Veracruz decidiu retirar o dispositivo.
“Houve mudanças no governo em termos de cores dos partidos, mas não houve mudanças em termos de segurança para jornalistas”, disse Miguel Ángel Díaz, fundador da publicação Veracruz, Plumas Libres.
O assassinato de María Elena é a primeiro contra jornalistas no México neste ano, que registrou 10 casos em 2019. Mais de 100 jornalistas foram mortos no país desde que foi lançada a repressão militarizada aos cartéis de drogas em 2006.
Crédito:Reprodução/Facebook A jornalista era correspondente do Diario de Xalapa e diretora do site de notícias Quinto Poder, onde investigava questões delicadas como crime, corrupção e polícia.
Em 2016, María Elena registrou queixa contra ameaças de morte feitas por um político local. Ela buscou proteção no Mecanismo de Proteção de Veracruz (CEAPP), que lhe concedeu escolta, até que, em 2017, o secretário de Segurança do governo de Veracruz decidiu retirar o dispositivo.
“Houve mudanças no governo em termos de cores dos partidos, mas não houve mudanças em termos de segurança para jornalistas”, disse Miguel Ángel Díaz, fundador da publicação Veracruz, Plumas Libres.
O assassinato de María Elena é a primeiro contra jornalistas no México neste ano, que registrou 10 casos em 2019. Mais de 100 jornalistas foram mortos no país desde que foi lançada a repressão militarizada aos cartéis de drogas em 2006.





