Jornalista que denunciou abusos em prisões egípcias é absolvida em tribunal

Jornalista que denunciou abusos em prisões egípcias é absolvida em tribunal

Atualizado em 12/02/2008 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

A jornalista Howayda Taha, do canal de televisão catariano Al Jazira, foi absolvida nesta terça-feia, 12, por um Tribunal de Apelação do Cairo. Ela tinha sido condenada por "desprestigiar a imagem do Egito" no exterior com o documentário "Além do sol", sobre os abusos e torturas existentes nas prisões do país.

A imprensa egípcia informou que a Corte rejeitou na última segunda-feira a pena de prisão de seis meses imposta pelo Tribunal de Segurança Nacional em maio passado, mas condenou Taha a pagamento de multa de 20 mil libras egípcias (US$ 3.500), por ter obtido imagens sem a permissão das autoridades egípcias. A sentença é considerada histórica, pois raramente uma Corte civil anula a decisão do Tribunal de Segurança Nacional, ainda mais envolvendo uma mulher.

Taha alegou o tempo todo inocência, já que seu documentário era baseado em informações verdadeiras sobre as condições dos presos no Egito. Dezenas de pessoas foram mortas pelas forças de segurança egípcias por supostas torturas e muitos agentes foram presos nos últimos anos acusados de maus-tratos aos detentos.

Com informações da EFE.