Jornalista que 'ajudou' na queda do Muro de Berlim morre aos 92 anos
Italiano Riccardo Ehrman vivia em Madri, na Espanha, desde 1990
Atualizado em 16/12/2021 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em 1989, uma pergunta feita por um jornalista a um político da República Democrática Alemã (RDA) entrou para a história como o ponto de partida da queda do Muro de Berlim.
Ela foi feita por Riccardo Ehrman, repórter italiano que trabalhava como correspondente da Ansa em Berlim e morreu em Madri, na Espanha, na noite de ontem (14), aos 92 anos. A informação foi confirmada pela agência italiana de notícias com a esposa do jornalista. Crédito:U.S. National Archives & DVIDS/Public Domain/Creative Commons
Multidão de cidadãos da Alemanha Ocidental se reúne na abertura recém-criada do Muro de Berlim Em 1989, o porta-voz da Alemanha Oriental Günter Schabowski anunciava novas regras sobre viagens em uma entrevista coletiva. Em um mal-entendido, Ehrman perguntou quando a lei entraria em vigor, e sem pestanejar, Schabowski respondeu: ""Pelo que sei, ela entra... já, imediatamente" - outra frase que também se tornou famosa.
O italiano percebeu a grandiosidade do fato e correu para que sua manchete não tivesse tom generalista como de outros colegas. No 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, em 2014, ele afirmou que enviou um telex - forma de comunicação via linhas telefônicas comum à época - que dizia: 'O Muro caiu'.
Ali chegava o fim da divisão da Alemanha, simbolizada pela construção do Muro em 1961. A notícia dada por Ehrman ganhou o mundo, e os cidadãos da RDA se dirigiram até a fronteira. Lá, em meio à muita desinformação, já que nenhum guarda havia sido avisado, houve confusão.
Ehrman nasceu em Florença, e aos 13 anos foi enviado para um campo para judeus fundado pelo regime do ditador Benito Mussolini. Anos depois, ele estudou direito e musica, e começou a carreira como repórter na cidade.
Trabalhou para a Associated Press em Roma e em Nova York, e depois se transferiu para Ansa, onde atuou como correspondente em Ottawa, no Canadá, e em Berlim. Mudou-se para a Espanha em 1990, e desde então, concedia frequentemente entrevistas sobre a pergunta que pode ter mudado o curso da história.
Ela foi feita por Riccardo Ehrman, repórter italiano que trabalhava como correspondente da Ansa em Berlim e morreu em Madri, na Espanha, na noite de ontem (14), aos 92 anos. A informação foi confirmada pela agência italiana de notícias com a esposa do jornalista. Crédito:U.S. National Archives & DVIDS/Public Domain/Creative Commons
Multidão de cidadãos da Alemanha Ocidental se reúne na abertura recém-criada do Muro de Berlim Em 1989, o porta-voz da Alemanha Oriental Günter Schabowski anunciava novas regras sobre viagens em uma entrevista coletiva. Em um mal-entendido, Ehrman perguntou quando a lei entraria em vigor, e sem pestanejar, Schabowski respondeu: ""Pelo que sei, ela entra... já, imediatamente" - outra frase que também se tornou famosa. O italiano percebeu a grandiosidade do fato e correu para que sua manchete não tivesse tom generalista como de outros colegas. No 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, em 2014, ele afirmou que enviou um telex - forma de comunicação via linhas telefônicas comum à época - que dizia: 'O Muro caiu'.
Ali chegava o fim da divisão da Alemanha, simbolizada pela construção do Muro em 1961. A notícia dada por Ehrman ganhou o mundo, e os cidadãos da RDA se dirigiram até a fronteira. Lá, em meio à muita desinformação, já que nenhum guarda havia sido avisado, houve confusão.
Ehrman nasceu em Florença, e aos 13 anos foi enviado para um campo para judeus fundado pelo regime do ditador Benito Mussolini. Anos depois, ele estudou direito e musica, e começou a carreira como repórter na cidade.
Trabalhou para a Associated Press em Roma e em Nova York, e depois se transferiu para Ansa, onde atuou como correspondente em Ottawa, no Canadá, e em Berlim. Mudou-se para a Espanha em 1990, e desde então, concedia frequentemente entrevistas sobre a pergunta que pode ter mudado o curso da história.





