Jornalista que acusa Feliciano de assédio é indiciada por calúnia e extorsão

O delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia, informou que a jornalista Patrícia Lélis foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por denunciação caluniosa e extorsão.

Atualizado em 19/08/2016 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/Facebook A investigação sobre o caso havia começado com a denúncia da jornalista contra o deputado Marco Feliciano
De acordo com o G1, a jovem, de 22 anos, também é investigada por ameaça após uma gravação em que aparece ordenando que o chefe de gabinete do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, matasse um amigo dela.
Em 5 de agosto, Patrícia havia acusado o assessor parlamentar de Feliciano de sequestrá-la e mantê-la em cárcere privado, além de ameaçá-la. A ação de Bauer teria ocorrido depois que ela divulgou que o deputado Marco tentou estuprá-la.
O chefe de gabinete do pastor chegou a ser preso, mas foi liberado após negar as acusações. Em depoimento à policia, ele revelou que pagou R$ 20 mil a um amigo da jornalista para que ela parasse de acusar o deputado.
Somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão.
Facebook Na última quinta-feira (18/8), a jornalista apagou seu Facebook após criticar o que classificou como "crentalhada" que defende Feliciano. “Uma coisa é fato: você pode denunciar o seu vizinho, o seu amiguinho ou até mesmo o seu pai e irmão. Mas se você denunciar um pastor, vulgo ‘homem de Deus’ e da então direita, que diz odiar criminoso, a crentalhada e a militância entram em total desespero”, escreveu.
"Ainda bem que a PF já está no caso. Vamos vê (sic) se eles vão engolir também as falsas provas do então 'homem de Deus', ou vão conseguir explicar a "onipresença" do pastor na então data", acrescentou. Minutos depois de escrever a mensagem, a jovem excluiu sua página na rede social.