Jornalista provoca polêmica após comparar Luciana Genro a Trótski
O jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi, Breno Altman, provocou polêmica na internet após publicar um comentário sobre a ex-deputada Luciana Genro (Psol), em sua página no .
Atualizado em 01/04/2016 às 13:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Jornalista "fez piada" sobre possível assassinato de Luciana Genro
No post, ele diz que, segundo um amigo constrangido de se pronunciar em público, "o tratamento que deveria ser aplicado a casos como o de Luciana Genro teria sido muito bem definido em 1940", referindo-se à morte do dissidente soviético León Trótski, a mando do adversário Josef Stálin, ditador da União Soviética.
O jornalista também divulgou uma nota do Psol que contestava as declarações de Luciana em ao jornal Folha de S.Paulo na última terça-feira (29/3), na qual a ex-deputada afirmou que o PT tenta ganhar força com a tese do medo. Ela declarou ainda não acreditar que o juiz federal Sergio Moro seja um fascista.
Os internautas interpretaram os posts como uma incitação de violência contra Luciana, que foi candidata à Presidência da República em 2014, quando chegou a ser chamada de stalinista, fascista e misógina.
Na última quinta (31/3), Altman publicou um intitulado "Explicando a piada", em que afirma ter sido mal interpretado. Ele se desculpou, porém disse não aceitar "a tentativa alucinada de apresentar a piada como incitação ao assassinato de Luciana Genro, ato de misoginia ou gesto de intolerância".
Em resposta, também por meio do , a ex-deputada disse que o post mostra que "os stalinistas nunca desistem de liquidar seus opositores, e acham até mesmo que se pode fazer piada com isso. E ainda se dizem em defesa da democracia. Isto sim é uma piada". Acrescentou que nada vindo de um "defensor dos envolvidos no mensalão" a espanta e que "a vida se encarregará de colocar Breno Altman no seu devido lugar".
O setor de mulheres do Psol divulgou de repúdio à publicação do jornalista. "É absurda qualquer declaração que faça alusão ao assassinato de uma liderança política, ainda por cima disfarçada numa suposta carga de humor, típico recurso utilizado para perpetuar preconceitos."





