Jornalista processada pela Igreja Universal se surpreende com teor das ações
Jornalista processada pela Igreja Universal se surpreende com teor das ações
Atualizado em 14/02/2008 às 17:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A jornalista Elvira Lobato, do jornal Folha de S. Paulo , afirmou estar surpresa com os processos judiciais movidos por fiéis e bispos da Igreja Universal do Reino de Deus contra ela e o jornal.
Os autores das ações, de várias cidades do país, alegam se sentirem ofendidos com informações de uma reportagem sobre a Igreja escrita pela jornalista e publicada na Folha em 15 de dezembro.
Ela afirmou que "é uma ação surpreendente, já que em momento algum eu denegri a imagem da Igreja ou agredi seus fiéis e muito menos a sua fé. Nenhuma das pessoas que entraram com ações são citadas nas matérias".
As semelhanças entre as 51 ações, impetradas em cidades distantes, também a deixaram surpresa. De acordo com Elvira, todos os autores pedem indenizações por danos morais baseadas na mesma frase da reportagem.
Além disso, segundo o site Último Segundo, quase a totalidade dos processos afirma que seus autores sofreram deboches devido à reportagem. Quase todos os fiéis teriam ouvido, por exemplo: "Viu só! Você é um trouxa de dar dinheiro para essa igreja! Esse é o povo da sua igreja? Tudo safado! Como é que você continua nessa igreja? Você não lê jornal? Crente é tudo tonto mesmo!".
A coincidência leva a crer que é uma ação articulada da Igreja Universal, mas Elvira não afirmou ser uma tentativa de intimidação: "Quem diz que é intimidação são a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a ANJ (Associação Nacional de Jornais)".
Em alguns lugares onde foram abertos processos, a Folha não circula. Três das ações já foram concluídas; em todasos fiéis perderam. A ANJ divulgou nota à imprensa classificando as ações como "intimidação ao livre exercício do jornalismo".
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Os autores das ações, de várias cidades do país, alegam se sentirem ofendidos com informações de uma reportagem sobre a Igreja escrita pela jornalista e publicada na Folha em 15 de dezembro.
Ela afirmou que "é uma ação surpreendente, já que em momento algum eu denegri a imagem da Igreja ou agredi seus fiéis e muito menos a sua fé. Nenhuma das pessoas que entraram com ações são citadas nas matérias".
As semelhanças entre as 51 ações, impetradas em cidades distantes, também a deixaram surpresa. De acordo com Elvira, todos os autores pedem indenizações por danos morais baseadas na mesma frase da reportagem.
Além disso, segundo o site Último Segundo, quase a totalidade dos processos afirma que seus autores sofreram deboches devido à reportagem. Quase todos os fiéis teriam ouvido, por exemplo: "Viu só! Você é um trouxa de dar dinheiro para essa igreja! Esse é o povo da sua igreja? Tudo safado! Como é que você continua nessa igreja? Você não lê jornal? Crente é tudo tonto mesmo!".
A coincidência leva a crer que é uma ação articulada da Igreja Universal, mas Elvira não afirmou ser uma tentativa de intimidação: "Quem diz que é intimidação são a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a ANJ (Associação Nacional de Jornais)".
Em alguns lugares onde foram abertos processos, a Folha não circula. Três das ações já foram concluídas; em todasos fiéis perderam. A ANJ divulgou nota à imprensa classificando as ações como "intimidação ao livre exercício do jornalismo".
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