Jornalista presa na Coreia do Norte revela que só foi solta por confessar crime que não cometeu
Jornalista presa na Coreia do Norte revela que só foi solta por confessar crime que não cometeu
A jornalista americana Laura Ling, que ficou cinco meses presa na Coreia do Norte, acusada de entrada ilegal no país, disse nesta terça-feira (18) durante o programa "The Oprah Winfrey Show", que só foi solta porque confessou ter participação em um plano para derrubar o governo de King Jong-Il.
Repórter da TV a cabo Current, Ling foi detida com a colega Euna Lee, no dia 17 de março de 2009, após cruzar ilegalmente a fronteira entre a China e a Coreia do Norte. Elas, que na ocasião faziam uma reportagem sobre o tráfico de mulheres, foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.
A jornalista contou que confessar um crime que não havia cometido foi a decisão mais difícil que já tomou. "Era a coisa certa a fazer. Eu sabia que essa era a confissão de que eles queriam ouvir. Já tinham me dito que se você confessa, pode haver perdão. Se você não confessa, então o pior pode acontecer", afirmou.
Ling contou ainda que na prisão passou por momentos de profunda depressão, mas "depois de um tempo ficou claro para mim que eu tinha que lutar contra aquilo. Até porque havia muitas outras pessoas passando pelo mesmo que eu". As jornalistas foram libertadas em agosto de 2009, depois que o ex-presidente Bill Clinton foi até Pyongyang, capital da Coreia do Norte.
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