Jornalista português registra queixa por escuta ilegal

O jornalista português Nuno Simas vai registrar queixa no Ministério Público de Portugal, pelo que lá chamam de "devassa da vida priva

Atualizado em 30/08/2011 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista português Nuno Simas vai registrar queixa no Ministério Público de Portugal, pelo que lá chamam de "devassa da vida privada", que é a violação das ações íntimas e particulares de cada um. Segundo ele, o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (Sied) grampeou seu telefone celular, de forma ilegal, com o objetivo de descobrir suas fontes. O fato teria ocorrido em 2010, quando Nuno trabalhava no jornal Público. As informações são do site TVI 24.


Conforme notícia veiculada no último sábado, no semanário Expresso , o Sied teve acesso, inclusive, a fatura detalhada das chamadas e mensagens. A direção do jornal também entende que deve ser aberto um inquérito para apurar as responsabilidades da suposta escuta.


A Procuradoria Geral da República de Portugal já se pronunciou sobre o caso, e disse que abrirá um processo no Departamento de Investigação e Ação Penal (Diap) de Lisboa. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também deu atenção especial ao caso e ordenou ao secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (Sirp), Júlio Pereira, que abra um inquérito sobre a ocorrência, que é considerada grave.


O assunto também será apurado pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (Cnpd).


O Sindicato dos Jornalistas condenou a espionagem feita pelos serviços secretos, considerando uma violação da lei de conservação de dados de comunicações por autoridade sem competência para acessar tais informações.


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