Jornalista pode ser condenado a mais de 100 anos após investigar agência de inteligência

Nesta terça-feira (16/7), a organização Repórteres Sem Fronteiras emitiu comunicado alertando sobre as acusações enfrentadas pelo jornalistainvestigativo Barrett Brown, de 31 anos.

Atualizado em 16/07/2013 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Antes de ser preso, em setembro de 2012, o profissional investigava e-mails internos divulgados por meio de um vazamento na empresa de inteligência privada Stratfor. Os arquivos foram publicados posteriormente pelo WikiLeaks.
Crédito:Divulgação Jornalista é acusado de ter acesso a documentos confidenciais
De acordo com a entidade, Brown está atualmente sob custódia federal e enfrenta acusações que somam 105 anos de prisão. O julgamento deve começar em setembro deste ano.
“Barrett Brown não é um hacker, ele não é um criminoso”, defendeu o secretário geral da RSF, Christophe Deloire. “Ele não se infiltrou nos sistemas, nem parece ter o conhecimento técnico para fazê-lo. Acima de tudo, Barrett era um jornalista investigativo que estava apenas cumprindo seu dever profissional, conferindo os e-mails da Stratfor, um assunto de interesse público.”
Para Deloire, a sentença de 105 anos de prisão é um “absurdo” e perigosa, “uma vez que Jeremy Hammond, considerado culpado pelo vazamento em Stratfor, só irá enfrentar, no máximo, 10 anos de prisão”.
“Ameaçar um jornalista com uma possível sentença de prisão secular é uma perspectiva assustadora para os jornalistas que investigam a indústria de inteligência“, finalizou.