Jornalista paraguaio ganha Prêmio de Liberdade de Imprensa do CPJ

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) anunciou na última terça-feira (15/9) que o jornalista paraguaio Cándido Figueredo Ruiz será

Atualizado em 16/09/2015 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) anunciou na última terça-feira (15/9) que o jornalista paraguaio Cándido Figueredo Ruiz é um dos ganhadores dos Prêmios Internacionais pela Liberdade de Imprensa 2015.
Crédito:Reprodução/CPJ Jornalista vive sob proteção após ser ameaçado no Paraguai
De acordo com o blog Jornalismo nas Américas, o repórter é alvo constante de ameaças e, por conta disso, é um dos jornalistas mais vigiados por seguranças na América Latina. Há cerca de 20 anos, ele é protegido diariamente por policiais.

Figueredo vive na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com o Brasil, onde atua como correspondente do jornal ABC Color . Ele explicou que vive como se "estivesse em uma prisão”.

Por causa das várias fronteiras, o local concentra grande atividade do crime organizado e do tráfico de drogas. O CPJ disse que, por causa disso, exercer o jornalismo é uma das funções mais perigosas nessa região.

A primeira ameaça contra o jornalista foi feita em 1995 e desde então vive e trabalha protegido por autoridades. Ele conta que não sabe quantas vezes sua casa foi baleada. Em 2012, a polícia brasileira informou um plano de criminosos para assassinar o profissional.

O Paraguai registrou aumento no número de casos de violência contra jornalistas. No ano passado, três profissionais da imprensa foram ameaçados, um deles era Pablo Medina, também repórter do ABC Color .

Figueredo não é o primeiro profissional da América Latina a ser homenageado pela entidade. Os jornalistas Javier Valdez Cárdenas, do México, Laureano Márquez, da Venezuela, e a repórter equatoriana Janet Hinostroza já levaram o prêmio.

Este ano, a premiação da CPJ acontecerá no mês de novembro, em Nova Iorque. O diretor-executivo do órgão, Joel Simon, ressaltou a coragem desses jornalistas que cobrem as zonas de conflito.

“Estes jornalistas premiados enfrentam ameaças de governos repressivos, cartéis do narcotráfico e até do Estado Islâmico. Seja por blogs ou meios de imprensa tradicionais, desenhando caricaturas, eles arriscam sua integridade pessoal e sua liberdade para nos trazer as notícias”, afirmou Simon.

Além de Figueredo, um grupo de seis blogueiros da Etiópia, o caricaturista da Malásia Zulkiflee Anwar Ulhaque “Zunar” e o grupo "Estão massacrando a Raqqa em silêncio", da Síria, também serão premiados pelo órgão.

Por lutar pela liberdade de imprensa, a correspondente da Associated Press no Afeganistão e Paquistão, Kathy Ganon, receberá o Prêmio em Memória de Burton Benjamin.