Jornalista marroquino paga 500 mil euros por insinuar que promotor era homossexual

Jornalista marroquino paga 500 mil euros por insinuar que promotor era homossexual

Atualizado em 27/03/2008 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista marroquino Rachid Niny, diretor do jornal Al Masae , diário de maior distribuição no país, foi condenado a pagar seis milhões de dirhams (545 mil euros) de multa por "difamação".

A decisão foi tomada pelo juiz Mohamed Alauí, do Tribunal de Primeira Instância de Rabat. Quatro promotores do Tribunal de Primeira Instância de Alcazarquivir, no norte do Marrocos, apresentaram uma queixa contra o jornal em fevereiro do ano passado, por um artigo que insinuava que um dos quatro era homossexual.

O artigo saiu quando a cidade de Alcazarquivir vivia dias agitados, depois que a população se revoltou contra um suposto casamento homossexual, cujos participantes foram acusados de "pervertidos sexuais" pelo ministro do Interior e condenados à prisão pelo Tribunal de Primeira Instância da cidade. Estas sentenças foram confirmadas pelo Tribunal de Recurso de Tanger.

O mesmo juiz, conhecido por ser o algoz da imprensa independente de Marrocos, já tinha imposto a Abubakr Jamai, diretor do semanário Le Journal Hebdomadaire , uma multa de três milhões de dirhams (272.500 euros). Ante a impossibilidade de pagar a soma, o jornalista teve de demitir-se e exilar-se nos Estados Unidos.

Outros jornalistas foram condenados e presos pelo juiz, que em 2005 foi acusado por um decano dos advogados de Rabat de "seguir instruções do governo contra a imprensa".

Com informações do Portugal Diário

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