Jornalista mantém greve de fome e critica Lula por apoio ao regime cubano
Jornalista mantém greve de fome e critica Lula por apoio ao regime cubano
O jornalista cubano Guillermo Fariñas - em greve de fome há 15 dias pela libertação de presos políticos - encontra-se fraco e desidratado. O quadro de saúde foi confirmado pelo próprio jornalista, em entrevista à agência de notícias France Press, na última terça-feira (9). Fariñas, porém, disse que mesmo debilitado, levará a greve de fome "até as últimas consequências".
| Agência Brasil | |
| Presidente Lula |
"Estou muito fraco, mas não tem volta, não recuo. Vou até as últimas consequências", disse. O jornalista, dono de uma agência de notícias em Cuba, faz greve de fome em suaresidência, na cidade de Santa Clara, pela libertação de 26 presos políticos que estão doentes.
O jornal oficial de Cuba, o Granma , classificou a atitude de Fariñas de "chantagem inaceitável".
Segundo Ismael Iglesias, médico particular do dissidente, Fariñas "está muito desidratado" e com "uma constante dor de cabeça". "Sua condição física se deteriora e a partir de amanhã (quarta-feira) poderá sofrer um choque a qualquer momento", advertiu Iglesias.
Também na última terça-feira, o presidente Lula pediu que as pessoas respeitem as leis cubanas quanto às prisões políticas e chegou a comparar Fariñas a criminoso.
"Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas", disse Lula. "Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação".
Para Fariñas, ao classificar de "insanidade" a greve de fome, Lula "demonstra comprometimento com a tirania dos Castro (Raúl e Fidel) e seu desprezo com os presos políticos e os familiares dos presos".
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