Jornalista Luiz Paulo Horta é eleito para a Academia Brasileira de Letras
Jornalista Luiz Paulo Horta é eleito para a Academia Brasileira de Letras
O jornalista e crítico musical Luiz Paulo Horta foi eleito nesta quinta-feira (21), para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Com 23 votos, ele tomará posse da cadeira nº 23, que já foi ocupada por Machado de Assis, Jorge Amado e Zélia Gattai.
Dos 39 acadêmicos, trinta participaram da votação, e os outros votaram por carta. Com 11 votos, o escritor Ziraldo ficou em segundo lugar. Houve 4 votos nulos e um branco. O escritor Antônio Torres, a historiadora Isabel Lustosa e o crítico literário Fábio Lucas também disputavam a vaga, mas em prévias informais Horta já aparecia como favorito.
Segundo o Estadão Online, o fato de não haver uma vaga na ABL desde 2006 foi o que tornou esta cadeira tão disputada. No entanto, apesar da vitória de Horta, o objetivo maior da Academia é imortalizar o crítico literário Antonio Candido, de 90 anos, que nunca aceitou o convite.
O Presidende da ABL, Cícero Sandroni, declarou que o novo integrante da Casa é "um jornalista, crítico musical e teólogo da mais alta qualificação. O fato de ele ter obtido as maiores cotações nos três escrutínios de hoje significa que a Academia não pretendia tê-lo fora de seus quadros. E também que Horta foi o candidato que não apresentou qualquer índice de rejeição".
O jornalista já é membro da Academia Brasileira de Música.Em 1970, começou a trabalhar como crítico do Jornal do Brasil e entre 85 e 90 foi o responsável pela seção musical do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Na década de 90, iniciou o trabalho como crítico musical de O Globo , onde permanece até hoje.
Escreveu os livros "Caderno de Música", "Guia da Música Clássica em CD", "Sete noites com os clássicos", "Villa-Lobos, uma Introdução", além de organizar com Luiz Paulo Sampaio a edição brasileira do "Dicionário Grove de Música" e editar o "Dicionário de Música Zahar".
A votação na ABL funciona de forma secreta e todos os votos, escritos em pedaços de papel, são incinerados ao fim da eleição.
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