Jornalista iraniano é proibido de entrar em conferência da ONU
Jornalista iraniano é proibido de entrar em conferência da ONU
O jornalista de origem iraniana Ahmad Rafat foi proibido na manhã desta terça-feira (03) de entrar no local da abertura da Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia.
Ele foi barrado na entrada da conferência sob a justificativa de ser uma "persona non grata", apesar de possuir credencial de imprensa. O jornalista declarou que, ao passar pelo detector de metais, um funcionário o barrou e pediu sua credencial e seu documento de jornalista.
"Assassinei alguém? Cometi algum crime? Não, critiquei a falta de liberdade de informação no Irã. E fui castigado com a pior das censuras. Por que a Itália e a FAO se tornaram cúmplices? Nos meus artigos não fiz nada mais do que reiterar o que muitas organizações internacionais afirmaram várias vezes, a partir da ONG Repórteres Sem Fronteiras: o Irã é um dos países do mundo onde jornalistas passam por grandes pressões e formas de censura", denunciou Rafat.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, está entre os cerca de 50 chefes de Estado e de Governo presentes na Cúpula da FAO, que vai até dia 5 de junho, em Roma (Itália). O iraniano - vice-diretor da agência Adn-Kronos International e membro da Information Safety Freedom - foi um dos organizadores do protesto na Praça do Campidoglio para "recordar que, no Irã, ocorre uma repressão feroz aos direitos humanos e civis, sendo que um dos mais massacrados é o direito à informação e à liberdade de circulação de opiniões".
O diretor de comunicação da FAO, Nick Parsons, afirmou que "a responsabilidade da segurança na conferência está nas mãos das autoridades italianas. Cabe a elas decidir".
As informações são da Agência Ansalatina
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