Jornalista iraniano é liberado e volta a participar de conferência da ONU

Jornalista iraniano é liberado e volta a participar de conferência da ONU

Atualizado em 04/06/2008 às 14:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última terça-feira (3), o jornalista iraniano Ahmad Rafat, da agência de notícias ADNKronos, foi impedido de participar das atividades da Conferência da FAO (Organizações das Nações Unidas para a Agricultura), em Roma. No entanto, já nesta quarta-feira (4), Rafat foi liberado pela segurança do evento e participa normalmente do encontro.

"Em nome da FAO exprimo a nossa mais sincera satisfação que o caso do acesso negado ao colega Ahmad Rafat tenha sido resolvido da melhor maneira", afirmou o responsável pela comunicação do organismo da ONU, Nick Parsons, acrescentando "esperar que Ahmad Rafat aceite as desculpas da organização, e minhas pessoais, por esse incidente".

Rafat havia sido regularmente cadastrado na FAO, mas segundo o site dos Jornalistas Online, de Portugal, a proibição da entrada do jornalista foi alegadamente fruto de pressões de responsáveis iranianos, que não apreciam os artigos que Rafat assina sobre o seu país natal para a agência italiana em que trabalha.

Frente a essa situação, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) instou as diversas agências das Nações Unidas a defender a liberdade de imprensa e o acesso dos jornalistas a todas as reuniões públicas.

"As agências da ONU não devem ser usadas pelos estados-membros para atingir jornalistas de que não gostem. As Nações Unidas devem ser um modelo de pluralismo e respeito pela liberdade dos meios de comunicação", frisou o secretário-geral da FIJ, Aidan White, lembrando que este é o segundo caso do gênero em poucas semanas, depois de jornalistas de Taiwan terem sido impedidos de cobrir um encontro da Organização Mundial de Saúde em Genebra, na sequência de pressões chinesas.

Indignada com este comportamento de duas agências da ONU no espaço de um mês, a FIJ apelou a uma investigação total a este último incidente e pediu que os responsáveis máximos das Nações Unidas declarem publicamente que não voltará a haver discriminação de jornalistas em conferências futuras.

As informações são do site dos Jornalistas Online e da Ansa.

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