Jornalista iraniana pode ser condenada à morte por ser "inimiga de Deus"
Jornalista iraniana pode ser condenada à morte por ser "inimiga de Deus"
Atualizado em 06/09/2010 às 19:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
No último sábado (04), a jornalista iraniana Shiva Nazar-Ahari, de 26 anos, foi acusada, durante audiência, de ser "moharebeh" ou "inimiga de Deus", o que, pela lei islâmica, pode resultar em pena de morte.
A jornalista é militante dos direitos humanos e está presa desde dezembro do ano passado, por acusação de ter vínculos com a organização "Mujahedines do Povo", principal movimento de luta armada contra o regime de Teerã, informa a AFP.
De acordo com informações do advogado da jornalista, ela negou tal envolvimento, mas desde a revolução islâmica de 1979, muitos opositores foram executados, sob acusação de "moharebeh"
Na audiência de sábado - a última antes do veredicto final - foram imputadas contra a jornalista as acusações de "moharebeh" (inimiga de Deus), conspiração contra a segurança nacional, propaganda contra o regime e perturbação da ordem pública.
A detenção de Nazar-Ahari aconteceu pouco depois da reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho de 2009, que provocou uma onda de manifestações em todo o país.
Três meses depois, a jornalista foi liberada sob fiança, mas voltou a ser presa em dezembro, quando pretendia comparecer ao funeral do grande aiatolá Hosein Ali Montazeri, que foi um seguidor do aiatolá Khomeini, antes de virar um símbolo da resistência ao poder.
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A jornalista é militante dos direitos humanos e está presa desde dezembro do ano passado, por acusação de ter vínculos com a organização "Mujahedines do Povo", principal movimento de luta armada contra o regime de Teerã, informa a AFP.
De acordo com informações do advogado da jornalista, ela negou tal envolvimento, mas desde a revolução islâmica de 1979, muitos opositores foram executados, sob acusação de "moharebeh"
Na audiência de sábado - a última antes do veredicto final - foram imputadas contra a jornalista as acusações de "moharebeh" (inimiga de Deus), conspiração contra a segurança nacional, propaganda contra o regime e perturbação da ordem pública.
A detenção de Nazar-Ahari aconteceu pouco depois da reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho de 2009, que provocou uma onda de manifestações em todo o país.
Três meses depois, a jornalista foi liberada sob fiança, mas voltou a ser presa em dezembro, quando pretendia comparecer ao funeral do grande aiatolá Hosein Ali Montazeri, que foi um seguidor do aiatolá Khomeini, antes de virar um símbolo da resistência ao poder.
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