Jornalista francesa é libertada após ser presa por divulgar informações confidenciais

A jornalista francesa Florence Hartmann, antiga porta-voz da procuradora Carla del Ponte, do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPI-J), foi solta uma última terça-feira (29/03) depois de ficar presa seis dias na cadeia da ONU, em Haia.

Atualizado em 30/03/2016 às 20:03, por Redação Portal IMPRENSA.

porta-voz da procuradora Carla del Ponte, do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPI-J), foi solta uma última terça-feira (29/03) depois de ficar presa seis dias na cadeia da ONU, em Haia. Ela havia sido presa por desacato no último dia 24 de março.

Crédito:Reprodução Jornalista foi libertada após decisão da corte
Segundo El País , a ex-correspondente do Le Monde , divulgou documentos confidenciais que mostravam o suposto envolvimento da Sérvia na guerra da Bósnia, ocorrida entre 1992 e 1995 — e que deixou 200 mil mortos e 1,8 milhões de desabrigados.

"Dado o comportamento exemplar da Sra. Hartmann durante a sua detenção, e tendo servido mais de dois terços da pena, deve ser posta em liberdade com efeito imediato ", diz a ordem emitida na última terça (29/3) pelo presidente do TPI-J, Theodor Meron.

A libertação coloca fim a uma história que já vem desde 2007, quando Hartmann foi condenada a pagar 7 mil euros após divulgar as informações confidenciais em seu livro “Paz e Castigo”. Ela se recusou a pagar a multa e foi obrigada a cumprir sete dias de prisão.