Jornalista francês pode ser multado por revelar documentos do escândalo LuxLeaks
A procuradoria de Luxemburgo solicitou que o jornalista do canal francês France 2, Edouard Perrin, seja punido com multa pela divulgação de documentos confidenciais referentes à política fiscal do país e publicados por ele em 2012.
Atualizado em 10/05/2016 às 14:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
O caso ficou conhecido como LuxLeaks.
Crédito:Reprodução Jornalista pagará multa por revelar documentos de escândalo em Luxemburgo
Segundo a Zero Hora , ele é acusado de transgredir o direito penal do país. Porém, a punição solicitada para os dois ex-funcionários da PricewaterhouseCoopers (PwC) – Antoine Deltour e Raphael Halet –, acusados de vazar cerca de tinta mil documentos para Perrin, é de 18 meses de prisão. O veredicto será dado em meados de junho.
O procurador-adjunto do Luxemburgo, David Lentz, afirmou que o julgamento dos acusados é “desagradável”, mas é necessário para proteger a sociedade de abusos. "Estamos aqui para fazer justiça. Serão julgados pelas faltas que cometeram”.
Entre os documentos vazados estão uma série de acordos fiscais com multinacionais que permitem a redução de impostos para que estas declarem suas receitas no país, prática que é legal mas bastante controversa. Apple, Ikea, Fiat, Starbucks e Pepsi são algumas das empresas que firmaram contratos desse tipo com Luxemburgo.
Crédito:Reprodução Jornalista pagará multa por revelar documentos de escândalo em Luxemburgo
Segundo a Zero Hora , ele é acusado de transgredir o direito penal do país. Porém, a punição solicitada para os dois ex-funcionários da PricewaterhouseCoopers (PwC) – Antoine Deltour e Raphael Halet –, acusados de vazar cerca de tinta mil documentos para Perrin, é de 18 meses de prisão. O veredicto será dado em meados de junho.
O procurador-adjunto do Luxemburgo, David Lentz, afirmou que o julgamento dos acusados é “desagradável”, mas é necessário para proteger a sociedade de abusos. "Estamos aqui para fazer justiça. Serão julgados pelas faltas que cometeram”.
Entre os documentos vazados estão uma série de acordos fiscais com multinacionais que permitem a redução de impostos para que estas declarem suas receitas no país, prática que é legal mas bastante controversa. Apple, Ikea, Fiat, Starbucks e Pepsi são algumas das empresas que firmaram contratos desse tipo com Luxemburgo.
Os documentos do caso foram publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) em novembro de 2014, durante os primeiros dias de função de Jean-Claude Junker, ex-primeiro-ministro do Grão-Ducado entre 1995 e 2013, e responsável pela assinatura de vários acordos.





