Jornalista etíope deixa país após aparecer em documento na WikiLeaks
O jornalista etíope Argaw Ashine teve que deixar seu país após aparecer em telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados pela WikiLeaks.
Ashine decidiu não esperar o próximo encontro com a polícia e deixou o país. As consequencias da não-revelação dos contatos eram claras e outros jornalistas etíopes já foram presos por menos, segundo ele.
"Na verdade, não houve nenhuma ameaça física, mas eu sei como é a situação, porque não sou o único. Antes de minha partida, seis outros jornalistas foram presos, e sei qual a tendência e o problema na mídia etíope", contou.
O nome do jornalista apareceu num telegrama diplomático confidencial dos Estados Unidos, que relatava detalhes de uma conversa do governo etíope de calar jornalistas que trabalhavam para o jornal Addis Neger . Ele diz que não imaginava que detalhes da conversa seriam transmitidos aos EUA.
Ashine julga "irresponsável" a divulgação de tais dados pela WikiLeaks, e culpa o site pela "bagunça" que sua vida se tornou. "Não sei o que posso fazer contra a WikiLeaks, mas acho que legalmente eles são responsáveis por toda esta confusão contra mim", afirma.
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