Jornalista espanhola é proibida de entrar em Israel

O governo de Israel proibiu a entrada da jornalista espanhola Monica Leiva. Ela foi interceptada pelas autoridades quando chegava ao aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, levada para interrogatório e, posteriormente, deportada para seu país de origem.

Atualizado em 03/06/2016 às 18:06, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Jornalista foi impedida de entrar em Israel
Segundo o site espanhol TeInteresa, a repórter, que faz parte da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), tinha enviado previamente todos os documentos exigidos por Israel e quitado todas as taxas. Mesmo assim, ela foi detida para interrogatório durante cerca de seis horas.

Monica informou em comunicado oficial que os agentes perguntaram principalmente sobre a lista de pessoas que ela iria entrevistar para sua reportagem. “O tratamento foi habitual: arrogante e intimidante. Enquanto eu estava relutando em compartilhar meus contatos e meus dados pessoais na Espanha, eles me disseram que eu não era obrigada a dar nada, mas isso teria consequências”.

Depois do interrogatório, a jornalista foi informada que não seria possível entrar no país e foi obrigada a assinar um documento comprovando sua deportação por questões de “prevenção da imigração ilegal, segurança pública e ordem pública”. Ela ainda foi trancada em uma cela com outras oito mulheres de diferentes nacionalidades durante 25 horas, enquanto aguardava o voo de volta para Madrid.

Monica desabafou dizendo que “infelizmente, os jornalistas freelancer estão cada vez mais expostos à insegurança no trabalho e deportações aleatórias por falta de apoio da mídia e diplomacia espanhola. Prova disso é que o ministério dos Negócios Exteriores da Espanha já informou que não vai prestar queixa formal contra Israel, pois considera que é prerrogativa do Estado dizer quem não pode entrar em seu território.

Outro caso

Em março de 2016 a jornalista francesa Leila Shahshahani passou por uma situação similar à de Monica. No dia 18 de maio, ela desembarcou no mesmo aeroporto que a espanhola para produzir uma matéria sobre os caminhos da Palestina.

Ela nunca chegou a deixar o aeroporto e passou três dias e três noites no centro de detenções enquanto aguardava para ser deportada. Até hoje ela ainda não obteve resposta sobre o motivo de ser impedida de entrar em Israel.