Jornalista erra e noticia que chargista Maurício Ricardo teria sido vítima de censura

Ter o sigilo bancário quebrado, ser confiscado pela Justiça e ficar preso por 90 dias por cantar uma música sobre as falcatruas políticas parece algo impossível no Brasil dos anos 2000, certo?

Atualizado em 11/10/2011 às 18:10, por Felipe Menezes*.

E realmente é. No último sábado (8), no entanto, um spam acabou levando o jornalista e escritor Fábio Campana ao erro, ao publicar em seu site uma nota sobre uma suposta censura sofrida pelo chargista Maurício Ricardo - do site - e sua banda, "Os Seminovos", após cantarem uma paródia política da música "Festa de Arromba".

Acontece que toda essa história não passava de uma 'brincadeira de mau gosto', e Campana confiou na informação que leu. O e-mail com um vídeo da banda tocando a música sobre os 'escândalos do mensalão', no "Programa do Jô", em 2005, e relatos de censura, era um spam espalhado na época, e relançado durante as últimas eleições presidenciais, em 2010.

Maurício Ricardo, que é chargista do programa "BBB", da TV Globo, disse ao Portal IMPRENSA que ficou "bestificado" com a publicação do site do jornalista. Segundo ele, "não houve nenhum tipo de censura" e "no Brasil de hoje, ninguém ficaria preso por isso".

O chargista afirma que a música "foi um sucesso", o que fez a banda voltar outras duas vezes ao programa. Para ele, "algum grupo mal intencionado" espalhou o e-mail pela rede para "tapear os trouxas na internet". Sobre o equívoco por parte de Campana, Maurício diz que houve "total descompromisso com qualquer tipo de verdade", e que o jornalista agiu de "má-fé".

As publicações sobre o suposto caso envolvendo a banda permaneceram no site do jornalista até a segunda-feira (10). Na tarde desta terça-feira (11), as páginas sobre o assunto já não existiam mais, mas a notícia continuou a repercutir em outras páginas da rede.

O Portal IMPRENSA procurou o jornalista, que foi secretário de Comunicação Social do Estado do Paraná, mas ele não retornou os contatos por telefone e e-mail.

Confira o vídeo da polêmica paródia:


* Com supervisão de Gustavo Ferrari


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