Jornalista equatoriana é ameaçada de morte pelo Twitter
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) apelou às autoridades equatorianas para garantir a segurança do jornalista Janet Hinostroza, que foi ameaçada de morte por meio do Twitter há cinco dias.
Atualizado em 20/10/2017 às 11:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Univison Notícias/ AP Images No domingo (15), um usuário da rede social identificado como @alerta_911 disse que iria atirar contra Janet. A mensagem foi deixada enquanto a jornalista trocava tweets com Roberto Wohlgemuth, antigo membro do governo do ex-presidente Rafael Correa. Os dois debatiam sobre obras públicas construídas na gestão do executivo.
"Esta senhora é a pior coisa do Equador, se houvesse uma lei para matá-la eu seria o primeiro a dar-lhe um tiro na testa, porque essas pessoas não merecem viver em nossa sociedade, e assim nós limpamos a imprensa suja e corrupta", escreveu o usuário.
Janet, que trabalha para o canal privado Teleamazonas e foi correspondente de notícias da Univision, diz que tanto ela como todos os seus colegas receberam ameaças em redes sociais durante os anos de mandato de Correa.
Segundo Janet, durante o antigo governo tanto a militância do ex-presidente, quanto membros de sua equipe de trabalho a atacaram e inventaram histórias sobre sua vida privada, além de ser ameaçada de diversas formas. Em fevereiro, a jornalista recebeu um pacote com explosivos e a redação teve de ser evacuada.
"Foi ainda mais grave. Eu abri o envelope, mas não consegui abrir a caixa. Dentro havia explosivos", disse a jornalista ao site da Univision. A polícia não conseguiu descobrir a origem da correspondência.
A CPJ convocou o atual presidente, Lenin Moreno, a levar a sério qualquer ameaça aos jornalistas do país. "Janet Hinostroza tem sido repetidamente alvo de ameaças e assédio por seu trabalho corajoso como jornalista. A imprensa deve ser capaz de trabalhar livremente e sem medo", disse o vice-diretor executivo da CPJ, Robert Mahoney.
A repórter afirma que com a chegada do novo governo a tensão com a imprensa foi distendida e que "há uma porta aberta com a mídia", concluiu Janet.
Saiba mais:

"Esta senhora é a pior coisa do Equador, se houvesse uma lei para matá-la eu seria o primeiro a dar-lhe um tiro na testa, porque essas pessoas não merecem viver em nossa sociedade, e assim nós limpamos a imprensa suja e corrupta", escreveu o usuário.
Janet, que trabalha para o canal privado Teleamazonas e foi correspondente de notícias da Univision, diz que tanto ela como todos os seus colegas receberam ameaças em redes sociais durante os anos de mandato de Correa.
Segundo Janet, durante o antigo governo tanto a militância do ex-presidente, quanto membros de sua equipe de trabalho a atacaram e inventaram histórias sobre sua vida privada, além de ser ameaçada de diversas formas. Em fevereiro, a jornalista recebeu um pacote com explosivos e a redação teve de ser evacuada.
"Foi ainda mais grave. Eu abri o envelope, mas não consegui abrir a caixa. Dentro havia explosivos", disse a jornalista ao site da Univision. A polícia não conseguiu descobrir a origem da correspondência.
A CPJ convocou o atual presidente, Lenin Moreno, a levar a sério qualquer ameaça aos jornalistas do país. "Janet Hinostroza tem sido repetidamente alvo de ameaças e assédio por seu trabalho corajoso como jornalista. A imprensa deve ser capaz de trabalhar livremente e sem medo", disse o vice-diretor executivo da CPJ, Robert Mahoney.
A repórter afirma que com a chegada do novo governo a tensão com a imprensa foi distendida e que "há uma porta aberta com a mídia", concluiu Janet.
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