Jornalista egípcio é condenado a dois anos de prisão por escrever texto erótico
O jornalista e escritor egípcio Ahmed Naji foi condenado a dois anos de prisão por "atentado ao pudor", após publicar um
Atualizado em 22/02/2016 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O e escritor egípcio Ahmed Naji foi condenado a dois anos de prisão por "atentado ao pudor", após publicar um capítulo de seu novo romance, que incluía cenas de sexo, na revista estatal literária Akhbar al-Adab .
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pode ser preso por texto considerado erótico
De acordo com a AFP, um leitor da publicação apresentou um processo em agosto de 2014 pelo fato de o romance, intitulado "O Uso da Vida", apresentar cenas em que os personagens são descritos tendo relações sexuais. Em janeiro do ano passado, um tribunal de primeira instância absolveu Naji, mas a promotoria apelou.
No último sábado (20/2), Naji foi detido, mas pode recorrer da decisão. O redator-chefe da Akhbar al-Adab ,Tarek al-Taher, foi condenado a uma multa de 10.000 libras egípcias (cerca de 1.150 euros) pela publicação.
Segundo o advogado do jornalista, Mahmoud Othman, dois famosos escritores egípcios, Sonallah Ibrahim e Mohamed Salmawy, testemunharam a favor de Naji. A sentença é "contrária à Constituição, que proíbe penas privativas de liberdade para os artistas julgados por suas obras", destacou.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pode ser preso por texto considerado erótico
De acordo com a AFP, um leitor da publicação apresentou um processo em agosto de 2014 pelo fato de o romance, intitulado "O Uso da Vida", apresentar cenas em que os personagens são descritos tendo relações sexuais. Em janeiro do ano passado, um tribunal de primeira instância absolveu Naji, mas a promotoria apelou.
No último sábado (20/2), Naji foi detido, mas pode recorrer da decisão. O redator-chefe da Akhbar al-Adab ,Tarek al-Taher, foi condenado a uma multa de 10.000 libras egípcias (cerca de 1.150 euros) pela publicação.
Segundo o advogado do jornalista, Mahmoud Othman, dois famosos escritores egípcios, Sonallah Ibrahim e Mohamed Salmawy, testemunharam a favor de Naji. A sentença é "contrária à Constituição, que proíbe penas privativas de liberdade para os artistas julgados por suas obras", destacou.





