Jornalista e TV libanesa são acusadas prejudicar investigação sobre atentado

A jornalista libanesa Karma Khayat e a emissora de TV Al-Jadeed  foram a julgamento na última quinta-feira (16/4) num tribunal internacional para enfrentar acusações de obstrução de justiça e desobediência, após divulgação de informações confidenciais da investigação sobre o assassinato de Rafik Hariri, ex-primeiro-ministro libanês, em 2005.

Atualizado em 18/04/2015 às 10:04, por Redação Portal IMPRENSA.

a emissora de TV Al-Jadeed foram a julgamento na última quinta-feira (16/4) num tribunal internacional para enfrentar acusações de obstrução de justiça e desobediência, após divulgação de informações confidenciais da investigação sobre o assassinato de Rafik Hariri, ex-primeiro-ministro libanês, em 2005.
Crédito:Reprodução Jornalista alega que recebeu material de uma "fonte anônima"
De acordo com o New York Times , Karma al- Khayat e o vice-diretor da Al-Jadeed TV compareceram acompanhados de uma equipe de advogados e se declararam inocentes perante o Tribunal Especial para o Líbano, nos arredores de Haia. Caso seja condenada, a jornalista pode ser obrigada a pagar uma pesada multa ou enfrentar sete anos de prisão. A emissora, no entanto, também corre o risco de ser multada.
O juízes dizem que a divulgação pela Al-Jadeed e outros veículos de comunicação da lista de suspeitos do atentado minaram o trabalho da justiça, assustando as testemunhas. O tribunal nomeou um juiz especial e um promotor para investigar os jornalistas .
Karma Khayat alega que recebeu uma lista de nomes de uma fonte anônima e que o tribunal disse claramente que houve um "vazamento de informações". No entanto, a emissora de TV ignorou várias ordens judiciais para remover as transmissões sobre o caso no seu site e em outras plataformas de notícias. A promotoria diz que os programas eram parte de uma campanha para minar o trabalho do tribunal.