Jornalista e TV libanesa recebem ordem judicial para apagar conteúdo sobre atentado

Um tribunal internacional de Haia enviou uma nova ordem judicial para que a jornalista libanesa Karma Khayat e a emissora de TV Al-Jadeed apaguem todo o seu material sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri.

Atualizado em 18/09/2015 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

enviou uma nova ordem judicial para que a libanesa Karma Khayat e a emissora de TV Al-Jadeed apaguem todo o seu material sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri. A repórter e o canal são acusados de obstrução de justiça e desobediência após divulgação de informações confidenciais sobre a morte do político.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista recebeu ordem judicial para apagar material de reportagem
Segundo a Reuters, em abril, Karma e o vice-diretor da Al-Jadeed TV compareceram acompanhados de uma equipe de advogados e se declararam inocentes perante o Tribunal Especial para o Líbano, nos arredores de Haia. Um novo julgamento está marcado para o próximo dia 28 de setembro. Caso seja condenada, a jornalista pode ser obrigada a pagar uma multa de 100.000 euros e enfrentar sete anos de prisão.
O juízes dizem que a divulgação pela Al-Jadeed e outros veículos de comunicação da lista de suspeitos do atentado minaram o trabalho da justiça, assustando as testemunhas. O tribunal nomeou um juiz especial e um promotor para investigar os jornalistas.
Karma Khayat alega que recebeu uma lista de nomes de uma fonte anônima e que o tribunal disse claramente que houve um "vazamento de informações". No entanto, a emissora de TV ignorou várias ordens judiciais para remover as transmissões sobre o caso no seu site e em outras plataformas de notícias.