Jornalista é processado por publicar entrevista falsa durante a ditadura militar na Argentina
Agustín Bottinelli pode ser o primeiro jornalista a ser condenado por utilizar a mídia para fazer propaganda do regime militar.
Atualizado em 05/11/2014 às 15:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O juiz federal da Argentina Sergio Torres iniciou um processo formal na Justiça contra o jornalista Agustín Bottinelli, ex-editor da revista Para Ti . O profissional é acusado de ter forjado uma entrevista publicada em 1979 para servir de propaganda para o regime militar.
Crédito:Reprodução Jornalista é acusado de crime de lesa-humanidade por falsa entrevista (acima)
Segundo o Diario Uno , Bottinelli é o primeiro jornalista a ser processado por utilizar a mídia para fortalecer a ditadura argentina no regime instaurado entre 1976 e 1983. Na falsa entrevista, Thelma Jara de Cabezas era retratada como a mãe de um "criminoso subversivo", que dizia ter sido enganado por grupos revolucionários que queriam derrubar a junta militar que governava o país.
Thelma, na realidade, era uma das prisioneiras da Escola Mecânica da Armada, a Esma, um dos principais centros de tortura da ditadura argentina. "A Justiça deu um enorme passo a frente. Por sorte, Thelma ainda vive para ver o que tanto desejava. [...] Esperamos que esta causa sirva para denunciar a cumplicidade que várias empresas jornalísticas tiveram com o terrorismo do Estado", declarou o advogado da vítima Pablo Llonto.
Crédito:Reprodução Jornalista é acusado de crime de lesa-humanidade por falsa entrevista (acima)
Segundo o Diario Uno , Bottinelli é o primeiro jornalista a ser processado por utilizar a mídia para fortalecer a ditadura argentina no regime instaurado entre 1976 e 1983. Na falsa entrevista, Thelma Jara de Cabezas era retratada como a mãe de um "criminoso subversivo", que dizia ter sido enganado por grupos revolucionários que queriam derrubar a junta militar que governava o país.
Thelma, na realidade, era uma das prisioneiras da Escola Mecânica da Armada, a Esma, um dos principais centros de tortura da ditadura argentina. "A Justiça deu um enorme passo a frente. Por sorte, Thelma ainda vive para ver o que tanto desejava. [...] Esperamos que esta causa sirva para denunciar a cumplicidade que várias empresas jornalísticas tiveram com o terrorismo do Estado", declarou o advogado da vítima Pablo Llonto.





