Jornalista é processado por ex-tenente que o torturou na ditadura militar
O processo por “danos morais” movido pelo ex-tenente do Exército Brasileiro Mario Espedito Ostrovski contra o jornalista Aluizio Palmar, porter divulgado informações sobre crimes cometidos pelo regime militar durante a ditadura, vem sendo repudiado por entidades ligadas a jornalismo e história.
Atualizado em 09/12/2019 às 12:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestaram apoio ao jornalista, que foi torturado pelo então tenente Ostrovski durante a ditadura militar.
Hoje Palmar é responsável pelo site “Documentos Revelados”, um dos maiores sites privados que disponibiliza documentos sobre a ditadura de 1964 no Brasil. Palmar é também autor do livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos”, sobre a Chacina de Medianeira (1974).
Em nota oficial, o SindijorPR e a FENAJ "repudiam com veemência a tentativa do ex-tenente de calar um jornalista". "É inaceitável que um profissional seja processado por simplesmente divulgar informações que são públicas. Não aceitaremos esta tentativa de intimidação e de cerceamento do exercício profissional. Esta ação judicial merece nosso repúdio".
A Associação Nacional de História (ANPUH) também divulgou recente nota de repúdio ao processo do ex-tenente contra o jornalista. A entidade lembra Ostrovski é citado como torturador no livro Brasil Nunca Mais (1985) e no Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (2015), por crimes praticados especificamente em 1969, quando atuava no Primeiro Batalhão de Fronteiras, localizado em Foz do Iguaçu.





