Jornalista e poeta Álvaro Miranda lança seu segundo livro
Jornalista e poeta Álvaro Miranda lança seu segundo livro
O jornalista e poeta Álvaro Miranda lançou em 8 de abril seu segundo livro, "A casa toda nave cega voa". Paulistano radicado no Rio de Janeiro há 25 anos, Miranda reuniu 47 sonetos numa edição da Coleção Guizos da editora carioca 7Letras. Formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, o autor trabalhou como repórter de jornais diários do Rio de Janeiro e atualmente atua consultoria e assessoria de imprensa.
"Em vez da configuração clássica do soneto italiano, aliás bastante escassa no volume, ocorrem reconfigurações que armam blocos onde um, dois ou três versos às vezes se desgarram do corpo principal. Tematicamente, em vez do canto elegíaco de quem perdeu a morada da infância, a própria casa faz soar os seus vazios, convidando-nos a percorrer seus cômodos e incômodos", assinala no prefácio o poeta Antonio Carlos Secchin.
O livro traz ainda comentários nas orelhas dos poetas Carlito Azevedo, Mariana Ianelli e Marco Lucchesi, além do poeta e ensaísta Jair Ferreira dos Santos. "Os sonetos de 'A casa toda nave cega voa' recriam essa forma perene com uma imaginação audaciosa, singular. A casa é seu tema único e submetida a um tratamento de choque pela lógica do sonho, da transmutação surreal aparece para o leitor em aspectos relegados ao esquecimento - a festas, os pequenos crimes, os arquejos, a decadência, os delírios, as cosmogonias vividas em seu dentro, seu fora. Ou alguém duvida que as casas sejam a maquete do nosso inconsciente?", escreve Jair Ferreira dos Santos na segunda "orelha" do livro.
"Por um lado, o leitor tem nas mãos um livro perfeitamente medido, com quase cinqüenta sonetos que são aproximações a um tema: a casa. Por outro lado, tem nas mãos um livro verdadeiramente desmedido, desregrado, um longo poema de quase seiscentos versos que representa um impulso singular na cena poética atual", assinala Carlito Azevedo numa as apresentações do livro.
Álvaro Miranda lançou seu primeiro livro, "Retrato do soneto quando pólen", em 2003, numa coleção, de edição própria, com outros cinco poetas do grupo carioca "Letra Itinerante". Atualmente, Miranda trabalha no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e participa de oficinas literárias da Estação das Letras.






