Jornalista é perseguido em Cuba, foge para os EUA e é preso

Repressão aumentou com Miguel Díaz-Canel na presidência de Cuba. Profissionais de comunicação têm suas casas invadidas e são presos arbitrar

Atualizado em 23/08/2018 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A vida dos jornalistas em Cuba ficou mais difícil ainda depois da mudança no comando do governo, em abril deste ano. A repressão aumentou com Miguel Díaz-Canel na presidência e os profissionais de comunicação estão sujeitos a invasões domiciliares e detenções arbitrárias. Crédito:Facebook / Divulgação O jornalista Serafín Morán Santiago fugiu de Cuba, mas está preso nos EUA
Membros de entidades que lutam pela liberdade de imprensa em Cuba denunciaram ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas a perseguição que jornalistas vêm sofrendo. Além de terem suas casas invadidas e serem detidos, os profissionais ainda são impedidos de deixar o país.

A Polícia Política e a Polícia Nacional Revolucionária adotaram uma postura ainda mais agressiva, com ataques físicos e psicológicos. De acordo com José Antonio Fornaris, presidente da Associação Pró-Liberdade de Imprensa de Cuba, já foram registrados 67 ataques contra jornalistas nos primeiros sete meses de 2018.

Os profissionais independentes são os principais alvos, já que debatem publicamente questões políticas e denunciam a má conduta policial e o desrespeito aos direitos humanos. Muitos temem pela própria vida e tentam fugir do país. Poucos conseguem.

É o caso de Serafín Morán Santiago, que chegou aos Estados Unidos pela fronteira com o México para pedir asilo. Ao entregar seus documentos ao Departamento de Imigração e Alfândega, no entanto, foi detido e é mantido em uma prisão do Texas há quatro meses.

Ele recebe o apoio da Fundamedios US e da Repórteres Sem Fronteiras na tentativa de conseguir asilo – tem audiência de fiança marcada para esta sexta-feira (24).

Serafín disse ao Fundamedios US que relatou às autoridades americanas ter sido perseguido em Cuba por sua atuação em defesa dos direitos humanos no exercício de sua profissão. Ele, inclusive, chegou a ser sequestrado e espancado após suas reportagens críticas ao governo.

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