Jornalista é expulsa de grupo feminino pró-Bolsonaro e tem WhatsApp hackeado

Após publicar a matéria “Entrei no grupo ‘Mulheres com Bolsonaro’ e fui expulsa em dois minutos”, a jornalista viu seu perfil ser invadido p

Atualizado em 24/09/2018 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O fanatismo e ódio de cunho político no Brasil estão tomando uma proporção gigantesca e ainda mais negativa. Que jornalistas são ofendidos no Facebook, Twitter e Instagram devido a reportagens políticas não é mais novidade. Mas, agora, até conta particular em WhatsApp é invadida.

Crédito:Pixabay Todas as informações profissionais e pessoais foram apagadas pelo invasor

Entidades de proteção à liberdade de imprensa repudiaram o ataque a Talyta Vespa, do UOL. O problema aconteceu na última sexta-feira. Após publicar a matéria , a jornalista viu seu perfil ser invadido por um hacker e teve todas as informações do aplicativo (conversas, mídias, contatos) apagadas.


De acordo com o , a reportagem tinha o objetivo de informar a motivação das mulheres que declaram voto no candidato Jair Bolsonaro (PSL). Além de apagar todos as conversas profissionais e pessoais, o invasor ainda escreveu “bolsonaro” no perfil de Talyta.


Segundo o Código Penal, invasão de dispositivo informático é crime sujeito à prisão de três meses a um ano, além de multa. Talyta registrou um Boletim de Ocorrência. Ainda conforme o UOL, o WhatsApp não soube explicar como pode ter ocorrido a invasão, mas que quem tiver alguma preocupação com a conta pode entrar em contato a equipe de suporte ao cliente diretamente na opção “Configurações” do aplicativo.


O Portal Imprensa tentou ouvir a jornalista, mas até o momento da publicação desta matéria não conseguiu. Entidades que representam a classe se manifestaram, lamentando o fato e pedindo punições.


“A sociedade não pode tolerar que jornalistas sejam perseguidos pela realização de reportagens de interesse público”, diz trecho da nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.


A Federação Nacional dos Jornalistas disse que “por ser a primeira invasão do tipo a nos ser informada, reforçamos a necessidade de investigação das autoridades e colaboração do serviço de mensagens para que sirva de precedente para possíveis novos casos”.


O grupo Jornalistas Contra o Assédio considerou a invasão “um grave ataque não só à liberdade de imprensa, como à democracia”


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