Jornalista e ex-companheira de cela de Dilma diz duvidar que presidente renuncie

A jornalista Rose Nogueira, companheira de cela da presidente Dilma Rousseff em 1970, marcou presença no evento de apoio à petista na últimaquinta-feira (31/3).

Atualizado em 01/04/2016 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

de cela da presidente em 1970, marcou presença no evento de apoio à petista na última quinta-feira (31/3). Em entrevista ao portal UOL, ela comparou a pressão enfrentada pela presidente à tortura e afirmou duvidar que ela renuncie.
Crédito:Antonio Cruz/Agência Brasil Jornalista acredita que, apesar da pressão, Dilma não renunciará
"A tortura psicológica é tão forte e violenta quanto a física. Eu acho que ela deve estar muito pressionada. A gente se pergunta: como uma pessoa pode aguentar tanto? E só tem uma resposta. É quando você está disposto a se sacrificar pelo seu país", declarou.
"Ela jamais entregaria os pontos. Quem luta pela democracia, quem lutou contra a ditadura vem da linhagem de Tiradentes", acrescentou a jornalista, que é uma das coordenadoras da organização Tortura Nunca Mais, em São Paulo (SP).
Rose também relembrou de sua relação com Dilma quando eram companheiras de cela. "Ela era mais jovem que eu, na época. Era muito estudiosa. A Diva Burnier [militante que também foi presa, morta em 2013], que era economista, dizia que aprendia muita coisa com a Dilma. Ela era muito afetuosa também", contou.
Para a jornalista, é possível comparar o atual clima de intolerância com o vivido em 1964. "Era mais para o lado dos militares. Hoje, pode ser o seu vizinho. É assim que se instala o fascismo". Rose ressalta que antes as pessoas deduravam. "Se o vizinho te dedurasse, você era preso. Agora, não. O cara te pega e te esgana no meio da rua."