Jornalista é condenado por publicações racistas contra índios no Facebook
A Justiça Federal do Amapá condenou o jornalista Igor Reale Alves, 26 anos, a prestar serviços comunitários após publicar mensagens racistasem sua página no Facebook.
Atualizado em 09/04/2014 às 09:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
condenou o jornalista , 26 anos, a prestar serviços comunitários após publicar mensagens racistas em sua página no Facebook. A ação foi assinada pelo procurador da República Felipe Moura Palha.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista terá de prestar serviço social e pagar indenização aos índios
Segundo o Terra, Alves terá que prestar serviços à casa de Apoio à Saúde Indígena do Amapá (Casai) e pagar seis salários mínimos ao Conselho de Caciques de Oiapoque e à Associação dos Indígenas de Wajãpi.
Em 2013, o profissional manifestou desprezo e incentivou o suicídio coletivo de índios Guarani-Kaiowá. "O acusado proferiu várias mensagens em rede social, praticando, induzindo e incitando a discriminação ou o preconceito de raça e etnia", diz o trecho da decisão.
A Justiça Federal pontuou que qualquer cidadão tem o direito de expor opinião e formular críticas, uma vez que não atinja o campo delimitado do direito de terceiros. "O réu, homem adulto e jornalista formado, não pode alegar desconhecer o alcance que teriam suas palavras", reiterou.
Em uma publicação de 3 de setembro de 2013, em sua pessoal, o jornalista comentou o caso. Segundo ele, suas mensagens foram mal interpretadas, pois fazia uma crítica à situação dos Guarani-Kaiowá.
"A minha militância contra a militância a favor da tribo na época me rendeu um processo nada divertido. Minhas palavras foram retiradas do contexto original que ocupavam no meu perfil pessoal e denunciadas", escreveu.
Para ele, é papel dos órgãos públicos regular o conteúdo da rede, mas que tem conhecimento sobre o que falou. "Sei das minhas verdadeiras intenções ao escrever o que escrevi na época e não preciso provar a ninguém que não tenho problemas de preconceito... Vou morrer lutando contra a tirania dos movimentos sociais rasos", acrescentou.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista terá de prestar serviço social e pagar indenização aos índios
Segundo o Terra, Alves terá que prestar serviços à casa de Apoio à Saúde Indígena do Amapá (Casai) e pagar seis salários mínimos ao Conselho de Caciques de Oiapoque e à Associação dos Indígenas de Wajãpi.
Em 2013, o profissional manifestou desprezo e incentivou o suicídio coletivo de índios Guarani-Kaiowá. "O acusado proferiu várias mensagens em rede social, praticando, induzindo e incitando a discriminação ou o preconceito de raça e etnia", diz o trecho da decisão.
A Justiça Federal pontuou que qualquer cidadão tem o direito de expor opinião e formular críticas, uma vez que não atinja o campo delimitado do direito de terceiros. "O réu, homem adulto e jornalista formado, não pode alegar desconhecer o alcance que teriam suas palavras", reiterou.
Em uma publicação de 3 de setembro de 2013, em sua pessoal, o jornalista comentou o caso. Segundo ele, suas mensagens foram mal interpretadas, pois fazia uma crítica à situação dos Guarani-Kaiowá.
"A minha militância contra a militância a favor da tribo na época me rendeu um processo nada divertido. Minhas palavras foram retiradas do contexto original que ocupavam no meu perfil pessoal e denunciadas", escreveu.
Para ele, é papel dos órgãos públicos regular o conteúdo da rede, mas que tem conhecimento sobre o que falou. "Sei das minhas verdadeiras intenções ao escrever o que escrevi na época e não preciso provar a ninguém que não tenho problemas de preconceito... Vou morrer lutando contra a tirania dos movimentos sociais rasos", acrescentou.





