Jornalista é condenado em Bangladesh por questionar registro histórico do país
Segundo o britânico David Bergman, número de mortes na guerra da independência pode ser menor do que o que o governo alega.
Atualizado em 02/12/2014 às 18:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta terça-feira (2/12), a Justiça de Bangladesh condenou o jornalista britânico David Bergman por questionar um registro histórico oficial do país. Em um post em seu blog, o profissional levantou dúvidas sobre o número de mortes na guerra da independência de 1971.
Segundo o The Guardian , o governo alega que mais de três milhões de pessoas morreram no conflito com o Paquistão e a Índia. Em 2011, o jornalista questionou se haveriam evidências que comprovassem a exatidão deste número, afirmando que pesquisas independentes calculavam "algumas centenas de milhares" de mortes.
Bergman foi acusado de "ferir os sentimentos de uma nação" ao duvidar do registro histórico. O jornalista foi condenado a pagar uma multa equivalente a 41 euros aos cofres públicos, ou ser preso por uma semana. Para casos como esse, a Constituição do país não permite recurso.
Em seu blog, Bergman diz estar "chocado" com a decisão. "Isso deveria ser muito preocupante para aqueles interessados em liberdade de expressão e na investigação de instituições estatais em Bangladesh. O Judiciário, como qualquer outro nível de poder, também deveria poder ser criticado", escreveu.
Segundo o The Guardian , o governo alega que mais de três milhões de pessoas morreram no conflito com o Paquistão e a Índia. Em 2011, o jornalista questionou se haveriam evidências que comprovassem a exatidão deste número, afirmando que pesquisas independentes calculavam "algumas centenas de milhares" de mortes.
Bergman foi acusado de "ferir os sentimentos de uma nação" ao duvidar do registro histórico. O jornalista foi condenado a pagar uma multa equivalente a 41 euros aos cofres públicos, ou ser preso por uma semana. Para casos como esse, a Constituição do país não permite recurso.
Em seu blog, Bergman diz estar "chocado" com a decisão. "Isso deveria ser muito preocupante para aqueles interessados em liberdade de expressão e na investigação de instituições estatais em Bangladesh. O Judiciário, como qualquer outro nível de poder, também deveria poder ser criticado", escreveu.





