Jornalista é condenada por denunciar "práticas homossexuais" no Egito

Um tribunal egípcio condenou a apresentadora Mona Iraqui a seis meses de prisão por "insulto e difamação" após denunciar, em um de

Atualizado em 27/11/2015 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Um tribunal egípcio condenou a Mona Iraqui a seis meses de prisão por "insulto e difamação" após denunciar, em um de seus programas, 26 homens que estavam num banho turco, onde realizavam "práticas homossexuais".
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista ainda terá de pagar fiança por falsa denúncia
De acordo com a agência oficial de notícias Mena, o tribunal também determinou que a jornalista pague uma fiança de mil libras egípcias, cerca de 120 euros.
No programa "Al Mustajabi" (O Escondido), a apresentadora mostrou imagens de um grupo de pessoas em banheiros públicos localizados no bairro de Ramsis, no centro de Cairo. Eles realizavam um banho turco, chamado "hammam".
Enquanto fazia a reportagem, Mona denunciou o ato à polícia. Os acusados foram detidos no mesmo dia e julgados por homossexualidade, considerado um crime no Egito. Os 26 jovens passaram por uma avaliação para comprovar se haviam realizado práticas homossexuais. A Justiça os considerou inocentes e eles decidiram abrir um processo contra a jornalista.