Jornalista e cartunista se unem para contar como foi o golpe de 1964 em quadrinhos
O jornalista Oscar Pilagallo e o quadrinista Rafael Campos Rocha lançam a história em quadrinhos “O Golpe de 64” (Três Estrelas)
Atualizado em 27/11/2014 às 13:11, por
Gabriela Ferigato.
Crédito:divulgação Coincidentemente — e reforçando a importância da história brasileira — o jornalista Oscar Pilagallo e o quadrinista Rafael Campos Rocha lançam a história em quadrinhos “O Golpe de 64” (Três Estrelas).
“Quem conhece bem a história e sabe o que foi a ditadura dificilmente ia pedir a volta de intervenção militar. O Brasil pode ter muitos problemas, mas é uma democracia que, embora jovem, é forte”, diz Pilagallo.
De acordo com o jornalista, praticamente 80% da obra retrata como as forças políticas da época se articularam para que o golpe fosse dado, por isso a história começa dez anos antes do fato acontecer.
“Tenho a impressão de que as pessoas têm uma noção geral do que aconteceu, mas não tem muita informação de como o golpe foi articulado. Acho que essa informação e análise não são tão claras. Parece que estava tudo bem e, de repente, os militares chegaram e deram um golpe”, conta.
Ao longo da obra os autores também mostram como a imprensa lidou com o Golpe Militar. “Não falamos de maneira muito preponderante, porque foi um dos elementos, mas fica claro que a imprensa teve um papel de apoio no começo da ditadura e, com o tempo, isso foi mudando. Um jornal passou a ser crítico, depois e outro... E assim foi”.
Apesar de tudo estar baseado em fatos, alguns episódios têm linguagem mais solta nos quadrinhos – que acabam sendo mais visual do que textual. Exemplo disso foi a Operação Popeye, em Minas Gerais, quando o general Mourão Filho antecipou o golpe contra o presidente João Goulart.
“O general fumava cachimbo, assim como o personagem do desenho Popeye. Então o Rafael acabou fazendo uma brincadeira, a partir de um fato concreto. Aliamos uma informação histórica com um tratamento visual”, conclui.





