Jornalista e auditores são julgados por revelar o escândalo fiscal LuxLeaks

Começou na última terça-feira (26/4) o julgamento do jornalista Edouard Perrin, da emissora francesa France2, e dos auditores da PricewaterhouseCoopers – Antoine Deltour e Raphael Halet – responsáveis por divulgar em novembro de 2014 o esquema de benefícios fiscais a grandes empresas internacionais, que ficou conhecido como o escândalo LuxLeaks.

Atualizado em 27/04/2016 às 13:04, por Redação Portal IMPRENSA.

o julgamento do jornalista , da emissora francesa France2, e dos auditores da PricewaterhouseCoopers – Antoine Deltour e Raphael Halet – responsáveis por divulgar em novembro de 2014 o esquema de benefícios fiscais a grandes empresas internacionais, que ficou conhecido como o escândalo LuxLeaks. O caso voltou a ter repercussão após a divulgação dos Panama Papers.


Crédito:Reprodução Jornalista pode ser condenado à prisão e pagamento de multa milionária

De acordo com a Deutsche Welle, os três são acusados de quebra de sigilo profissional e roubo de documentos, após divulgarem milhares de papéis mostrando que empresas – como Apple, Ikea e Pepsi – tiveram benefícios fiscais em Luxemburgo, para evitar o pagamento de impostos em seus países de origem.


O escândalo só repercutiu após jornalistas do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) publicarem relatórios com base nos 28 mil documentos revelados por Perrin, Deltour e Halet.


O jornalista francês é acusado por divulgar, ainda em 2012, os documentos mais relevantes sobre a sonegação fiscal. O julgamento de Perrin e dos auditores ocorrerá até o dia 4 de maio. Todos podem ser condenados a penas entre cinco e dez anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 1,25 milhão de euros.


Para Gerard Ryle, diretor do ICIJ, "denunciantes deveriam ser elogiados, não condenados (...). O relatório de Perrin desencadeou indignação pública sobre a equidade das políticas fiscais e levou a reformas, principalmente na União Europeia", declarou.


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