Jornalista é ameaçada de morte após criticar Rachel Sheherazade em rede social

A jornalista e professora universitária Cilene Victor da Silva foi ameaçada de morte em telefonema anônimo executado na última quinta-feira

Atualizado em 07/02/2014 às 12:02, por Redação Portal IMPRENSA.

(6/2). O fato ocorreu após ela criticar, em sua página no , o comentário da apresentadora do SBT, Rachel Sheherazade, sobre prisão de tortura de um jovem por um grupo de "justiceiros" no Rio de Janeiro.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista foi ameaçada por telefone e nas redes sociais
Na crítica feita à âncora, Cilene questionava a ausência do Ministério Público do Estado de São Paulo, da Fenaj, do Sindicato Jornalistas São Paulo e da direção de Jornalismo do SBT em deixar que Rachel se referisse a um jovem como "marginalzinho". "Algum colega advogado aqui no Face pode me orientar como agir para solicitar ao MP uma ação civil pública?", indagou ao finalizar a publicação.
Segundo relatos em sua rede social, Cilene recebeu intimidações por meio de mensagens e dois telefonemas, seguidos de ameaças. De acordo com ela, as ligações foram realizadas por uma voz masculina.

A ação ocorreu logo depois que um perfil, em nome da apresentadora, divulgou sua página pedindo que a denunciassem. "Registrarei BO na delegacia de crimes virtuais, mas acredito ser apenas uma estratégia para desviar o nosso foco", refutou a professora.
Cilene seguiu com as críticas na rede social, acompanhada de diversos comentários contra sua posição. Na manhã desta sexta-feira (7/2), a jornalista divulgou mais um texto, onde comenta a explicação de Rachel Sheherazade na edição do telejornal da última quinta (6/2), onde negou ser favorável a atos violentos.

A professora enfatiza que registrou todas ameaças que recebeu. "Passei a madrugada fazendo print das ameaças escritas que recebi neste Face. Para minha surpresa, 70% delas estão aberta", completou.