Jornalista é agredido por major da PM durante ocupação em Ribeirão Preto (SP)

O jornalista e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, foi agredido no último sábado (16/7) por um major daPolícia Militar enquanto acompanhava a ocupação de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) no Polo Regional de Pesquisa, área que pertence à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), em Ribeirão Preto (SP).

Atualizado em 18/07/2016 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, foi agredido no último sábado (16/7) por um major da Polícia Militar enquanto acompanhava a ocupação de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) no Polo Regional de Pesquisa, área que pertence à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), em Ribeirão Preto (SP).
Crédito:Reprodução Jornalista foi agredido enquanto era detido pelos policiais
De acordo com o G1, Amorim foi agredido pelo major Paulo Sérgio Fabbris, coordenador operacional do 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI). A PM alegou que o jornalista invadiu a área de segurança e foi contido pelos agentes. “A instituição avalia que a ação foi legítima e que o Major Fabbris agiu corretamente dentro dos ditames da lei”.
O "Jornal da EPTV", noticiário da filiada da Globo na região, registrou o momento em que Amorim tenta se aproximar dos manifestantes e é impedido pelos policiais. Ele conversa com o major, que o empurra.
“Eu estava tentando entrar, o policial falou que não podia e, de repente, veio o major e falou: ‘Sai daqui agora. Eu vou contar até três, se você não sair, está preso: um, dois, três. Ele me empurrou, me deu uma chave de pescoço, algemou e me colocou no camburão", relatou o jornalista.
Segundo Amorim, a viatura ficou rodando pela cidade e, quando chegaram à delegacia, os policiais o deixaram trancado no veículo, estacionado no sol. “Eu tentei argumentar, ‘comandante, sou jornalista há 40 anos, nunca tive dificuldade e problema nenhum em cobrir algo nessa vida’", argumentou ele. O agente, porém, alegou desacato.