Jornalista é agredida em RO por acusar loja de fazer apologia ao uso de drogas

A jornalista Ellen Donadon Lucena, editora do site Notícias RO, foi agredida na madrugada do último domingo (6/12) enquanto aguardava sua irmã em um parque na cidade de Vilhena (RO).

Atualizado em 08/12/2015 às 18:12, por Redação Portal IMPRENSA.

editora do site Notícias RO, foi na madrugada do último domingo (6/12) enquanto aguardava sua irmã em um parque na cidade de Vilhena (RO).

Segundo o Rondônia Dinâmica, a jornalista usou seu perfil no Facebook para denunciar o ocorrido. Em seu relato, ela descreveu que a situação foi impulsionada por uma matéria na qual afirmou que uma loja chamada Legalize "estaria fazendo apologia ao uso de drogas".

A proprietária do estabelecimento não gostou da comparação e, segundo Ellen, teria comparecido à redação para ameaçá-la. "Ela foi até o meu trabalho me ameaçar e eu registrei, ainda na época, um boletim de ocorrência policial. Agora ela cometeu a lesão corporal. Me chamava de jornalistinha. Ao entrar no salão, dei uns cinco passos quando uma garota Luana me puxou pelo cabelo, me deu alguns arranhões e me jogou no chão. Eu tentei sair, mas não consegui. Ela arranhou meu braço, deu um chute na minha cabeça", escreveu.

Após a agressão, a jornalista compareceu à Delegacia de Polícia Civil onde registrou o boletim de ocorrência e realizou o exame de corpo de delito. "Esses são os ossos do ofício, mas sigo com o meu trabalho. É o que eu amo fazer e não é uma surra que vai me parar. Talvez precisemos de mais coragem para lidar com as represálias. Jornalismo é risco, e eu me disponho aos riscos que a minha profissão oferece".

Em nota, a Associação Rondoniense de Jornais Eletrônicos (Arjore) repudiou o ato violento contra a jornalista. "Toda forma de violência é abominável e não deve sobrepor-se ao diálogo e o profissional do jornalismo no estrito dever de informar a sociedade, dentro do que preconiza a Liberdade de Imprensa, Garantida Constitucionalmente. Em repúdio, a ARJORE pede a Autoridade Policial e aos Poderes Constituídos que tome as devidas, cabíveis e necessárias providencias".