Jornalista do Sri Lanka é o primeiro acusado de terrorismo por publicar críticas ao governo

Jornalista do Sri Lanka é o primeiro acusado de terrorismo por publicar críticas ao governo

Atualizado em 11/09/2008 às 15:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O repórter J.S. Tissainayagam, também conhecido por Tissa, é o primeiro jornalista do Sri Lanka a ser acusado de terrorismo por exercer a profissão. A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), que lançou uma campanha em prol de sua libertação, denuncia detenção - em 07 de março - feita pelo Departamento de Investigação de Terrorismo. Na ocasião, fora determinado que o jornalista e colunista do The Sunday Times , ficasse sob custódia do governo, o que durou cinco meses, sem que qualquer acusação concreta lhe fosse feita.

Inicialmente, especulou-se que a detenção estivesse relacionada a um site noticioso cingalês editado por Tissa, mas representantes da imprensa local revelaram ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) que a página era inofensiva. De acordo com publicação do Sindicato dos Jornalistas de Portugal, apenas em agosto foi informado que o profissional era acusado de promover terrorismo através da revista Northeastern Monthly , editada durante breve período em 2006. Na época, a publicação ficou conhecida pelas críticas ao papel do governo na guerra civil no Sri Lanka.

Revelando estranheza pelo fato da acusação ter levado dois anos para ser produzida, a FIJ e outros apoiantes de Tissa acreditam que o governo recorreu a uma lei anti-terrorista com 30 anos de existência para calar o jornalista. A campanha promovida, agora, pela federação está incluída em um vasto conjunto de ações, intitulado "Parem a Guerra aos Jornalistas no Sri Lanka", dado que, desde 2006, já foram mortos mais de 12 jornalistas no país sem que qualquer dos culpados fosse levado perante a justiça.

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