Jornalista do "NYT" expulso do Afeganistão quer retornar ao país para cobrir eleições
Matthew Rosenberg teve que deixar o país após reportagem sobre a suposta ameaça de dirigentes locais assumirem o poder para encerrar crise
Atualizado em 28/08/2014 às 11:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista americano Matthew Rosenberg, do jornal americano The New York Times , expulso na semana passada do Afeganistão, disse que quer voltar ao país para continuar informando um momento importante na região, com o resultado eleitoral ainda a ser definido.
Crédito:Reprodução/Twitter Matthew Rosenberg diz que seu caso foi uma exceção e pretende voltar ao Afeganistão
"Eu gostaria de voltar. Após seis anos, perder este evento final me parece louco, mas já já veremos o que irá acontecer", declarou ele durante encontro no Clube Nacional de Imprensa em Washington, onde afirmou que não se arrepende de ter escrito o artigo pelo qual foi expulso.
Segundo EFE, no último domingo (24/8), Rosenberg recebeu a notificação de que deveria abandonar o país em 24 horas, após as autoridades afegãs se negarem a zelar pela identidade das fontes anônimas que informaram que no setor Executivo do país era constituída a formação de um "governo interino".
Embora o jornalista reconheça a fragilidade para obter informações na região, considerou seu caso como algo "excepcional" uma vez que o respeito pela liberdade de imprensa no país nestes anos "foi enorme".
"A segurança e nossa capacidade de fazer nosso trabalho depende muito da disposição dos que estão no poder", disse ele ao se mostrar confiante que os dois candidatos "estão comprometidos com a ideia de uma 'imprensa livre'".
O Afeganistão passa por uma crise política desde que Abdullah Abdullah se negou a aceitar o resultado da apuração preliminar de votos do segundo turno presidencial realizada em 14 de junho, que dava como vencedor seu oponente Ashraf Gani, com um respaldo de 56,4%.
Crédito:Reprodução/Twitter Matthew Rosenberg diz que seu caso foi uma exceção e pretende voltar ao Afeganistão
"Eu gostaria de voltar. Após seis anos, perder este evento final me parece louco, mas já já veremos o que irá acontecer", declarou ele durante encontro no Clube Nacional de Imprensa em Washington, onde afirmou que não se arrepende de ter escrito o artigo pelo qual foi expulso.
Segundo EFE, no último domingo (24/8), Rosenberg recebeu a notificação de que deveria abandonar o país em 24 horas, após as autoridades afegãs se negarem a zelar pela identidade das fontes anônimas que informaram que no setor Executivo do país era constituída a formação de um "governo interino".
Embora o jornalista reconheça a fragilidade para obter informações na região, considerou seu caso como algo "excepcional" uma vez que o respeito pela liberdade de imprensa no país nestes anos "foi enorme".
"A segurança e nossa capacidade de fazer nosso trabalho depende muito da disposição dos que estão no poder", disse ele ao se mostrar confiante que os dois candidatos "estão comprometidos com a ideia de uma 'imprensa livre'".
O Afeganistão passa por uma crise política desde que Abdullah Abdullah se negou a aceitar o resultado da apuração preliminar de votos do segundo turno presidencial realizada em 14 de junho, que dava como vencedor seu oponente Ashraf Gani, com um respaldo de 56,4%.





