Jornalista do New York Times conta como foi seu 11 de Setembro
O jornalista Serge Schmemann, do New York Times, contou em entrevista ao portal Terra na última segunda-feira (5), como foi fazer a cobertura do atentado de 11 de setembro de 2001.
Atualizado em 06/09/2011 às 17:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
New York Times , contou, em entrevista ao portal na última segunda-feira (5), como foi fazer a cobertura do atentado de 11 de setembro de 2001. O profissional falou sobre sua rotina naquele dia e como a equipe do NYT se comportou em meio ao caos que terminou estampado na primeira página do jornal no dia seguinte, como o maior acontecimento do século até agora.
Schmemann era correspondente do NYT na ONU, em Manhattan, mas antes de dirigir-se até a sede da organização naquela terça-feira, recebeu uma ligação de sua mulher, que o informou que uma "pequena aeronave" havia se chocado com as torres gêmeas do World Trade Center. "Naquele momento, ela pensou - e eu acho que é o que diziam as primeiras informações - que se tratava de uma pequena aeronave. Logo percebi que nós estávamos em uma crise massiva", declarou.
Então, o jornalista resolveu ir á redação do Times , focado em como organizar a reportagem. "Foi uma sensação estranha, mas eu passei o dia inteiro com uma espécie de pensamento organizador", disse Shmemann, que teve de ir à sede do jornal com um caminhão que fazia serviços de emergência, já que o metrô da cidade estava parado.
Segundo o repórter, a equipe do Times organizou uma espécie de "força-tarefa de crise", separando informações sobre o que estava acontecendo em Washington e em Nova York, mas enfrentava dificuldades porque as linhas telefônicas não funcionavam. "Foi interessante porque alguns dos nossos repórteres, especialmente os mais jovens, não quiseram esperar. Simplesmente pegaram suas bicicletas e foram até o local. Quando voltavam, chegavam cobertos de cinzas. Foi uma situação muito dramática, mas, pensando em termos jornalísticos, as pessoas fizeram um trabalho brilhante."
Para o jornalista, o mundo não melhorou depois do atentado, mas, como foi a primeira grande crise depois da Guerra Fria, pode ter tornado o mundo um pouco mais complicado. "Eu não acho que o mundo tenha se tornado um lugar melhor, e sim mais complicado. E eu acho que o 11 de setembro foi uma confirmação de que o mundo não será um lugar simples", concluiu.
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Schmemann era correspondente do NYT na ONU, em Manhattan, mas antes de dirigir-se até a sede da organização naquela terça-feira, recebeu uma ligação de sua mulher, que o informou que uma "pequena aeronave" havia se chocado com as torres gêmeas do World Trade Center. "Naquele momento, ela pensou - e eu acho que é o que diziam as primeiras informações - que se tratava de uma pequena aeronave. Logo percebi que nós estávamos em uma crise massiva", declarou.
Então, o jornalista resolveu ir á redação do Times , focado em como organizar a reportagem. "Foi uma sensação estranha, mas eu passei o dia inteiro com uma espécie de pensamento organizador", disse Shmemann, que teve de ir à sede do jornal com um caminhão que fazia serviços de emergência, já que o metrô da cidade estava parado.
Segundo o repórter, a equipe do Times organizou uma espécie de "força-tarefa de crise", separando informações sobre o que estava acontecendo em Washington e em Nova York, mas enfrentava dificuldades porque as linhas telefônicas não funcionavam. "Foi interessante porque alguns dos nossos repórteres, especialmente os mais jovens, não quiseram esperar. Simplesmente pegaram suas bicicletas e foram até o local. Quando voltavam, chegavam cobertos de cinzas. Foi uma situação muito dramática, mas, pensando em termos jornalísticos, as pessoas fizeram um trabalho brilhante."
Para o jornalista, o mundo não melhorou depois do atentado, mas, como foi a primeira grande crise depois da Guerra Fria, pode ter tornado o mundo um pouco mais complicado. "Eu não acho que o mundo tenha se tornado um lugar melhor, e sim mais complicado. E eu acho que o 11 de setembro foi uma confirmação de que o mundo não será um lugar simples", concluiu.
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