Jornalista do MT diz ter sido agredida por empresário
Jornalista do MT diz ter sido agredida por empresário
*Atualizada às 17h40
A jornalista Edina Araújo, do portal VG Notícias, diz ter sido agredida, no último sábado (20), durante cobertura de uma blitz conjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e da Guarda Municipal da cidade de Várzea Grande (MT) a uma residência, após denúncia de perturbação da ordem.
| Arquivo Pessoal | |
| Edina Araújo |
A casa seria utilizada como local para eventos e funcionaria de forma ilegal já que não possui licença. A operação tinha como objetivo notificar o proprietário da casa.
De acordo com o site, a jornalista teria sido atacada pelo empresário e pecuarista Gezuíno Catarino da Cruz, que se apresentou como dono do imóvel. O homem teria agido com truculência e arremessado o equipamento fotográfico de Edina no chão, antes de pisoteá-lo.
Segundo o VG, ao ser abordado pelos guardas municipais, o homem declarou ser advogado inscrito no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Mato Grosso. No site da entidade, Catarino está cadastrado como estagiário.
Ao receber a intimação sobre a denúncia de perturbação da ordem, Catarino da Cruz teria ignorado e então entrado na residência.
A agressão foi registrada na unidade de Polícia Militar localizada no bairro do Parque do Lado, em Várzea Grande.
"O secretário de Justiça de Mato Grosso, Diógens Curado, bem como todas as autoridades competentes serão acionadas, para que a vida de pessoas que trabalham com dignidade, sejam preservadas - e que não corram risco de morte ao saírem de suas residências, visto que existem diversos crimes, inclusive de sequestro contra este cidadão, e ele continua solto o que não dá para entender", disse a jornalista, que em sua matéria sobre o episódio declarou que o suposto agressor responde por crimes cometidos no estado.
Além de abrir representação criminal e cível contra o empresário, a jornalista declarou que irá informar a representação sindical do estado sobre o incidente.
O outro lado
Catarino Cruz disse à reportagem que, de fato, promove festas em sua casa, mas todas de caráter pessoal, ora para seus colegas do curso de Direito, ora para familiares e amigos, como era o caso no último sábado, segundo ele, quando comemorava o aniversário de seu filho.
Edina Araújo, disse, Catarino, teria tentado invadir sua casa durante a blitz para fotografar a festa. Foi barrada pelos convidados. Em uma segunda investida, o próprio teria interrompido a jornalista e, em meio a confusão, sua câmera fora danificada. "Ela tentou entrar na minha casa para tirar fotos por duas vezes; os próprios policiais chamaram a atenção dela. Pedi que ela desistisse; e naquele empurra-empurra, já sabe...", contou.
Sobre a suposta tentativa de intimidação ao se apresentar como advogado - quando na verdade é estudante de Direito - Catarino relatou que o fato de ser acadêmico foi citado durante a discussão, mas não como forma de coação.
O empresário indicou que Edina reside próxima a sua casa, e que não acompanhava a diligência da Secretaria do Meio Ambiente e da Guarda Municipal como jornalista. Observou, ainda, que a suposta cobertura do VG Notícias foi movida por interesses pessoais e antigas dessavenças entre ele e membros da família da jornalista. À IMPRENSA, Edina declarou que não conhecia Catarino antes de produzir a matéria.
A respeito dos crimes citados por Edina na reportagem publicada em seu site, Catarino sublinhou que a indicação de seus imbróglios judiciais prova que a intenção da matéria era pessoal, uma vez que a pauta investigava uma suposta denúncia de pertubação da ordem. "De fato, respondo por alguns crimes, mas esse é o meu passado, e os processos ainda estão abertos", explicou o estudante, que declarou à reportagem que moverá ação contra a jornalista por "reparação de danos morais; tentativa de invasão de residência; e denunciação caluniosa".
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