Jornalista do LANCE! desvenda universo 'marginal' do Muay Thai em livro
João Carlos Assumpção, colunista e blogueiro do LANCE!, deve lançar no Brasil e em Portugal o livro "Vozes da Periferia", título a
Atualizado em 29/09/2017 às 09:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
João Carlos Assumpção, colunista e blogueiro do LANCE!, deve lançar no Brasil e em Portugal o livro "Vozes da Periferia", título ainda provisório. O tema central é o universo do Muay Thai e o drama dos lutadores. Desde 2015, o jornalista pesquisa sobre o dia a dia dos atletas para um documentário. Crédito:Yahoo Esportes Janca, como é conhecido, afirma ter mergulhado no esporte. “É margina no sentido de não ser olímpico e não ter apoio nenhum no Brasil. Pelo menos não os atletas, que chegam a lutar de graça ou muitas vezes por bolsas ínfimas, que não costumam passar dos R$ 500. Alguns mal têm recursos para bancar suplementação e dieta e vivem de bicos, usando o pouco dinheiro que têm para treinar e lutar. E dão a cara pra bater sem ter sequer plano de saúde. A luta para eles é uma forma de se destacarem na comunidade em que vivem, ganharem status, um senso de família na academia, uma sensação de pertencimento. Para entender a realidade deles passei a frequentar os mesmos locais que eles, eventos de lutas, morros, bailes funks, vilas, comunidades e comecei a entender a visão de mundo de uma galera cuja voz não é ouvida no Brasil”, afirma.
O jornalista que já participou da cobertura de seis Copas do Mundo e três Jogos Olímpicos vê semelhanças entre o Muay Thai e o futebol. “Ambos envolvem um sonho. Não é todo mundo que vai para um Barcelona, um Corinthians ou um Flamengo. No caso do Thai o sonho é ir para a Tailândia, onde a luta é popular como o futebol aqui no Brasil. Normalmente se desfazem do pouco que têm para viver um sonho que dura três, quatro, no máximo seis meses. Daí se machucam, não têm como pagar as contas e voltam com uma mão na frente e outra atrás. Uma realidade dura”, aponta.
“O livro é uma forma de dar voz aqueles que não são ouvidos, mas existem. E precisam falar. Por trás de cada lutador tem um ser humano. E muitas vezes um ser humano incrível, que enfrenta e supera dificuldades inimagináveis tanto que a obra parece ficção”, conclui.
Saiba mais:

O jornalista que já participou da cobertura de seis Copas do Mundo e três Jogos Olímpicos vê semelhanças entre o Muay Thai e o futebol. “Ambos envolvem um sonho. Não é todo mundo que vai para um Barcelona, um Corinthians ou um Flamengo. No caso do Thai o sonho é ir para a Tailândia, onde a luta é popular como o futebol aqui no Brasil. Normalmente se desfazem do pouco que têm para viver um sonho que dura três, quatro, no máximo seis meses. Daí se machucam, não têm como pagar as contas e voltam com uma mão na frente e outra atrás. Uma realidade dura”, aponta.
“O livro é uma forma de dar voz aqueles que não são ouvidos, mas existem. E precisam falar. Por trás de cada lutador tem um ser humano. E muitas vezes um ser humano incrível, que enfrenta e supera dificuldades inimagináveis tanto que a obra parece ficção”, conclui.
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