Jornalista diz que Estado Islâmico fazia simulações antes de execuções reais

"Eles não sabiam que, dessa vez, era pra valer", disse o francês Didier Francois, ex-refém do grupo, sobre vítimas recentes.

Atualizado em 16/09/2014 às 19:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Um jornalista francês, ex-refém do Estado Islâmico e libertado no início do ano, contou em entrevista publicada na última segunda-feira (15/9) detalhes sobre o cativeiro em que viveu por dez meses. Segundo Didier François, o grupo fazia simulações com as futuras vítimas antes das execuções reais, registradas em vídeo.
Crédito:Reprodução/Europe 1 Jornalista francês revela que simulações de mortes eram recorrentes aos reféns do EI
De acordo com o Daily Mail , François chegou ver James Foley, primeiro jornalista decapitado pelo grupo islâmico, sendo obrigado a fingir que foi "crucificado" diante de uma câmera. Por simulações como essa, que eram comuns, os reféns apareciam tão calmos nos vídeos de suas execuções. "Eles não sabiam que, dessa vez, era pra valer", afirmou.
"Nunca falei sobre isso publicamente porque os sequestradores nos ameaçavam com represálias contra os reféns que ficavam para trás se falássemos", explicou Francois. "Entramos em contato com as famílias dos reféns e com as autoridades americanas, mas publicamente decidimos ficar em silêncio."