Jornalista diz que ataques ao EI são uma cilada para a comunidade internacional
O jornalista francês Nicolas Hénin disse na última quarta-feira (2/12), em entrevista à ONG The Syria Campaign, que os ataques orquestrados por Reino Unido, Estados Unidos e Síria contra o Estado Islâmico (EIIL) são "uma cilada para a comunidade internacional".
Atualizado em 03/12/2015 às 15:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
na última quarta-feira (2/12), em entrevista à ONG The Syria Campaign, que os ataques orquestrados por Reino Unido, Estados Unidos e Síria contra o Estado Islâmico (EIIL) são "uma cilada para a comunidade internacional".
Crédito:Reprodução Ex-refém do EI criticou ataques contra o grupo
De acordo com a Exame , o repórter que ficou em poder dos jihadistas por dez meses, justificou o apontamento afirmando que o ganhador dessa guerra não será o detentor do maior poder bélico. "O vencedor dessa guerra não será a parte que tem as armas mais modernas e sofisticadas, mas sim aquela que conseguir trazer o povo para o seu lado", considerou.
Hénin ainda ressaltou que a única forma de "trazer o povo para um lado" se dá através do oferecimento de proteção, o que, segundo ele, tem sido praticamente impossível para a população síria.
Crédito:Reprodução Ex-refém do EI criticou ataques contra o grupo
De acordo com a Exame , o repórter que ficou em poder dos jihadistas por dez meses, justificou o apontamento afirmando que o ganhador dessa guerra não será o detentor do maior poder bélico. "O vencedor dessa guerra não será a parte que tem as armas mais modernas e sofisticadas, mas sim aquela que conseguir trazer o povo para o seu lado", considerou.
Hénin ainda ressaltou que a única forma de "trazer o povo para um lado" se dá através do oferecimento de proteção, o que, segundo ele, tem sido praticamente impossível para a população síria.
"Os bombardeios apenas empurrarão as pessoas para as mãos dos extremistas. O segredo para o combate ao grupo está na proteção da população local e isso poderia ser feito a partir do desenvolvimento de uma solução política e pelo estabelecimento de zonas de exclusão aérea em locais controlados por forças de oposição ao regime de Bashar al-Assad", completou.





