Jornalista desaparecido está morto, denunciam colegas

Os seis jornalistas libertados por autoridades líbias, ontem (19), afirmam que o fotógrafo sul-africano, Anton Hammerl , desaparecido há seis semanas, foi morto.

Atualizado em 20/05/2011 às 11:05, por Redação do Portal IMPRENSA.

Os seis jornalistas libertados por autoridades líbias, ontem (19), afirmam que o fotógrafo sul-africano, Anton Hammerl , desaparecido há seis semanas, foi morto enquanto o grupo era abordado por tropas leais ao governo líbio. A informação é do journalism.co.uk nesta sexta-feira (20).

Segundo o site, Gillis e Foley confirmaram a morte do fotógrafo em uma ligação para a esposa de Hammerl, Penny Sukhraj. Os jornalistas narraram o momento em que foram abordados pelas autoridades líbias, próximo a cidade de Brega, em cinco de abril. Eles dispararam contra a equipe e atingiram Hammerl no abdômen. Ele sangrava muito e foi deixado para trás quando os outros foram levados para o cativeiro.

O The New York Times divulgou que o fotógrafo "presumivelmente" estava morte, sem uma afirmação categórica, porém fontes próximas à vítima dizem que ele não poderia ter sobrevivido sem atendimento médico.
A família de Hammerl disse estar desolada e criticou a postura das autoridades líbias, ao fornecer informações dúbias e errôneas. "Nós recebíamos reafirmações a todo o momento de que ele estava vivo, até seus colegas serem libertados", relatou a ministra de Relações Exteriores Maite Nkoana-Mashaban.

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Em liberdade, os jornalistas relataram o dilema que debatiam sobre informar ou não sobre a morte do colega, enquanto presos. "Nós sabíamos coletivamente que se falássemos da morte de Hammerl enquanto presos, estaríamos nos colocando em perigo ainda maior. Mas agora que estamos livres, é nosso imperativo moral contar a história deste grande jornalista e pai".
Até três semanas atrás a imprensa sul-africana reportava que Hammerl estaria vivo e bem. Natural da Africa do Sul, trabalhava e residia em Surrey, na Inglaterra